Marketing jurídico precisa ir além da IA e redes sociais
Marketing jurídico: além da IA e redes sociais

O marketing jurídico no Brasil está em transformação. Com a crescente digitalização e o uso de inteligência artificial (IA) e redes sociais, muitos escritórios de advocacia acreditam que essas ferramentas são suficientes para atrair clientes. No entanto, especialistas alertam que é preciso ir além: estratégias de conteúdo de qualidade, construção de autoridade e relacionamento humano continuam sendo diferenciais competitivos.

O papel da IA no marketing jurídico

A inteligência artificial tem sido amplamente adotada para automatizar tarefas como criação de posts, análise de dados e atendimento ao cliente. Segundo a consultora de marketing jurídico Ana Paula Dino, “a IA é uma aliada, mas não substitui a necessidade de uma estratégia bem definida e de um conteúdo relevante”. Ela ressalta que muitos advogados caem na armadilha de produzir conteúdo genérico, sem valor real para o público.

Um levantamento da Associação Brasileira de Marketing Jurídico (ABMJ) mostrou que 67% dos escritórios que investiram apenas em IA e redes sociais não obtiveram aumento significativo na captação de clientes. “O problema não é a ferramenta, mas o uso inadequado”, explica Dino.

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Redes sociais não são suficientes

As redes sociais, especialmente Instagram e LinkedIn, são canais importantes, mas não podem ser o único foco. “Muitos advogados acham que basta postar diariamente para ter sucesso, mas o algoritmo exige engajamento genuíno”, afirma o especialista em marketing digital Rafael Torres. Ele recomenda que os escritórios invistam em conteúdo educativo, como artigos e vídeos explicativos, que geram autoridade.

Torres cita o caso de um escritório de São Paulo que, após reduzir postagens em 40% e focar em artigos aprofundados, viu o tráfego orgânico crescer 120% em três meses. “Qualidade supera quantidade”, resume.

Construção de autoridade é chave

Para se destacar, o marketing jurídico precisa construir autoridade. Isso envolve produzir conteúdo original, participar de eventos e ter presença na mídia. “O cliente busca um advogado que seja referência na área, não apenas alguém que aparece nas redes”, diz Dino.

Uma pesquisa da ABMJ indicou que 78% dos clientes preferem contratar advogados que publicam artigos ou dão entrevistas em veículos de imprensa. “A credibilidade ainda é o principal fator de decisão”, acrescenta.

Estratégia integrada é o futuro

Os especialistas defendem uma abordagem integrada: combinar IA, redes sociais, conteúdo de qualidade e relacionamento pessoal. “Não se trata de escolher um canal, mas de conectar todos eles de forma coerente”, orienta Torres.

Dino conclui: “O marketing jurídico eficiente exige planejamento, conhecimento do público-alvo e paciência. As ferramentas são meios, não fins.”

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