Marca sem legitimidade em novo território enfrenta rejeição do consumidor
Marca sem legitimidade em novo território sofre rejeição

Um estudo recente do Instituto de Pesquisa de Mercado revela que marcas que tentam se expandir para territórios onde não possuem legitimidade são frequentemente rejeitadas pelos consumidores. A pesquisa, conduzida com mais de 2 mil consumidores brasileiros, mostra que 78% dos entrevistados rejeitam produtos ou serviços de marcas que consideram "invasoras" em setores onde não têm tradição.

O conceito de legitimidade de marca

Segundo a consultora de branding Carla Mendes, autora do estudo, "legitimidade é a percepção de que uma marca tem o direito de atuar em determinado segmento. Quando uma empresa conhecida por um produto tenta vender outro sem construir essa percepção, o consumidor sente que há uma quebra de confiança."

O levantamento aponta que os setores mais críticos para expansão são os de saúde, educação e serviços financeiros. Nestes casos, a taxa de rejeição chega a 85% quando a marca não tem histórico no segmento.

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Exemplos de expansão bem-sucedida

Casos como a entrada da Apple no mercado de música com o iPod, ou da Amazon no setor de nuvem com a AWS, mostram que é possível expandir com sucesso. "Essas empresas investiram em comunicação clara e parcerias estratégicas antes de entrar nos novos territórios", explica Carla Mendes.

Já exemplos de fracasso incluem a tentativa de uma grande rede de fast food de lançar uma linha de alimentos saudáveis, que teve rejeição de 70% do público-alvo. "A marca não conseguiu se desvincular da imagem de comida processada", analisa a especialista.

Estratégias para construir legitimidade

O estudo sugere que marcas devem adotar uma abordagem gradual: primeiro, associar-se a players já estabelecidos no setor; depois, lançar produtos limitados para testar o mercado; e só então fazer uma entrada ampla. "A pressa é a maior inimiga da legitimidade", alerta Carla Mendes.

Além disso, a pesquisa indica que 65% dos consumidores valorizam selos de qualidade ou certificações do setor como forma de legitimar a entrada de uma nova marca. Parcerias com influenciadores do segmento também aumentam a aceitação em 40%.

Impacto no mercado brasileiro

No Brasil, o fenômeno é especialmente relevante no setor de varejo, onde grandes redes tentam diversificar seus portfólios. "Muitas marcas brasileiras cometem o erro de achar que o nome forte basta. Mas o consumidor brasileiro é criterioso e percebe quando a marca não tem know-how", conclui a consultora.

O estudo recomenda que as empresas invistam em pesquisas de percepção antes de qualquer expansão. "Saber como o consumidor vê sua marca é o primeiro passo para evitar a rejeição", finaliza Carla Mendes.

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