A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no segundo trimestre de 2026, uma queda de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida da companhia somou R$ 8,5 bilhões, recuo de 8% na comparação anual.
Desempenho operacional e margens
O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 1,9 bilhão, queda de 18% ante o segundo trimestre de 2025. A margem Ebitda recuou 2,8 pontos percentuais, para 22,4%.
Segundo a empresa, o desempenho foi impactado por um ambiente macroeconômico desafiador, com desaceleração da demanda em alguns mercados e maior pressão de custos. O segmento de motores e equipamentos industriais, principal negócio da WEG, registrou queda de receita de 7% no trimestre.
Resultado financeiro e endividamento
O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 58 milhões, ante R$ 45 milhões positivos no segundo trimestre de 2025. A dívida líquida da WEG encerrou junho em R$ 3,2 bilhões, aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.
O presidente da WEG, Harry Schmelzer Jr., afirmou que a empresa está focada em ganhos de eficiência e controle de custos. "Estamos ajustando nossa estrutura para enfrentar o cenário de menor demanda, mas mantendo os investimentos em inovação e expansão de capacidade", disse em teleconferência com analistas.
Investimentos e perspectivas
Os investimentos da WEG no segundo trimestre totalizaram R$ 800 milhões, valor 15% superior ao registrado um ano antes. A maior parte dos recursos foi destinada à ampliação de fábricas no Brasil e no exterior.
A companhia manteve a previsão de investir cerca de R$ 3,5 bilhões em 2026. "Acreditamos que a demanda por equipamentos de eficiência energética continuará crescendo no longo prazo, impulsionada pela transição energética global", completou Schmelzer Jr.



