A América Móvil, gigante mexicana de telecomunicações controlada pelo bilionário Carlos Slim, reportou lucro líquido de 29,7 bilhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 1,5 bilhão) no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Receita e desempenho operacional
A receita total da companhia atingiu 208,5 bilhões de pesos, alta de 4,2% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo aumento de assinantes de banda larga móvel e serviços de streaming, além do crescimento em mercados como Brasil e Colômbia.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou 72,1 bilhões de pesos, com margem de 34,6%, ante 33,9% um ano antes. A empresa atribuiu a melhora à eficiência operacional e ao controle de custos.
Dívida e investimentos
A dívida líquida da América Móvil encerrou junho em 356 bilhões de pesos, estável em relação ao trimestre anterior. Os investimentos em infraestrutura totalizaram 18,3 bilhões de pesos no período, com foco na expansão da rede 5G e fibra óptica.
“O crescimento de receita e a disciplina de custos nos permitiram entregar resultados sólidos, mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador”, afirmou Carlos García Moreno, diretor financeiro da empresa, em teleconferência com analistas.
Perspectivas
A companhia manteve a projeção de crescimento de receita de um dígito alto para o ano, com expansão de margem Ebitda. A América Móvil também espera concluir a venda de torres de telecomunicações no México até o fim de 2026, operação que pode gerar cerca de 10 bilhões de pesos.



