Itaú BBA prevê melhora no 2º tri para Vivo e TIM, mas mantém neutra
Itaú BBA prevê melhora no 2º tri para Vivo e TIM

Analistas do Itaú BBA estão apostando em um trimestre melhor para o setor de telecomunicações, com resultados razoáveis ao final do período. De acordo com o último relatório do banco, tanto a Telefônica Brasil/Vivo (VIVT3) quanto a TIM (TIMS3) devem apresentar melhores números no segundo trimestre.

Vivo: crescimento acelerado no móvel

Para a Vivo, a leitura mais otimista se baseia na aceleração do crescimento de receita de serviços móveis (MSR). Na comparação anual, a melhora deve chegar a 6,8%, sustentada por preços mais relevantes e maior base de clientes.

TIM: melhora de margens

Já as estimativas para TIM indicam uma melhora das margens de um trimestre para o outro. O resultado deve ser impulsionado pela receita de serviços móveis, com crescimento previsto em 4,8% na base anual.

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Recomendação neutra mantida

Apesar do cenário mais otimista, o banco manteve a recomendação neutra para ambas as companhias. Para o final de 2026, o preço-alvo estimado é de R$ 38 e R$ 30 para Vivo e Tim, respectivamente.

De acordo com o BBA, ainda que os números melhorem, preocupações estruturais com crescimento limitado, competição elevada e necessidade contínua de investimentos altos mantêm os analistas em alerta. Por outro lado, considerando um ambiente de mercado mais defensivo, as empresas se destacam por entregar previsibilidade de resultados e por não apresentarem sinais de deterioração operacional.

Expectativas para o trimestre

Ao todo, a receita líquida esperada para a Vivo deve subir 6,3%, para R$ 15,6 bilhões. De acordo com os analistas, o segmento de pré-pago deve continuar resiliente e o fixo deve ter expansão de 4,6% na receita.

A expectativa é de que a empresa mantenha os investimentos praticamente estáveis no período, em R$ 2,4 bilhões. Já as despesas de leasing devem mostrar alta de 5,4%, abaixo do crescimento da receita. Com isso, o fluxo de caixa livre deve crescer 23,4%, para R$ 2,7 bilhões, e o lucro líquido deve atingir R$ 1,8 bilhão, alta de 31%.

Para a TIM, o segmento fixo também promete melhorar, com avanço de 18,8% esperado. O avanço é resultado da melhora em banda larga, clientes corporativos e consolidação da operação V8. Com tudo isso, a receita líquida total deve crescer 5,3%, para R$ 7 bilhões.

A retomada da I-Systems, empresa de rede neutra de fibra óptica, deve ajudar a impulsionar o resultado operacional ajustado. Segundo os analistas, ainda que a inadimplência continue em base anual, a queda dos custos de interconexão e os primeiros benefícios da I-Systems deve resultar em uma alta de 6,4%.

Ao mesmo tempo, o investimento deve subir 4,3%, para R$ 920 milhões, puxado também pela I-Systems.

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