A incorporadora carioca Living está apostando na revitalização de imóveis antigos no Rio de Janeiro para atrair o perfil do chamado 'morador híbrido' — aquele que trabalha parte do tempo em casa e parte no escritório, e busca morar perto do trabalho e de áreas de lazer. A empresa já concluiu a reforma de dois prédios na região central da cidade e planeja entregar mais três até o fim do ano.
Estratégia de revitalização
Segundo o CEO da Living, Carlos Eduardo Pereira, a empresa adquiriu edifícios comerciais e residenciais antigos, muitos deles abandonados, e os transformou em apartamentos modernos, com áreas comuns como coworking, academia e salão de festas. 'A ideia é oferecer um produto que atenda às novas necessidades de moradia, com flexibilidade e proximidade dos centros de negócios', afirmou Pereira.
Os imóveis revitalizados estão localizados nos bairros do Centro, Lapa e Glória. O investimento total nos projetos é de aproximadamente R$ 120 milhões. A Living estima que a taxa de ocupação dos empreendimentos já concluídos seja de 85%.
Perfil do morador híbrido
O conceito de morador híbrido ganhou força com a pandemia, quando muitas pessoas passaram a trabalhar remotamente e buscaram moradias mais amplas ou melhor localizadas. No Rio, a Living identificou que profissionais de tecnologia, consultoria e serviços financeiros são os principais interessados.
'O morador híbrido quer ter um apartamento bem localizado, com infraestrutura de lazer e trabalho, e que permita fácil deslocamento para o escritório quando necessário', explicou Pereira. A empresa também oferece contratos de locação flexíveis, com prazos a partir de seis meses.
Impacto no mercado imobiliário
A iniciativa da Living reflete uma tendência de revitalização de áreas centrais degradadas no Rio. Segundo dados da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), o número de lançamentos em bairros centrais cresceu 30% em 2025, impulsionado por projetos como os da Living.
Especialistas apontam que a transformação de imóveis antigos em moradias modernas pode ajudar a reduzir o déficit habitacional e a revitalizar regiões antes abandonadas. No entanto, alertam para a necessidade de políticas públicas que incentivem a habitação de interesse social e evitem a gentrificação.



