Ibira desiste de TC AI por falta de transparência e abordagem a clientes
Ibira desiste de TC AI por falta de transparência

A corretora de valores Ibira decidiu encerrar a parceria com a startup de inteligência artificial TC AI, citando falta de transparência nos algoritmos e uma abordagem considerada inadequada junto aos clientes para migração a um novo canal digital. A decisão foi tomada após uma avaliação interna que durou cerca de três meses, segundo fontes próximas à empresa.

Motivos da desistência

De acordo com a Ibira, a TC AI não forneceu informações suficientes sobre como seus algoritmos tomavam decisões de investimento, o que gerou desconforto entre os executivos da corretora. Além disso, a startup teria pressionado clientes da Ibira a adotarem um novo canal de comunicação digital sem o devido esclarecimento sobre as mudanças. "A transparência é um pilar fundamental para nós. Não podíamos continuar com um parceiro que não compartilhava desse valor", afirmou o diretor de inovação da Ibira, Carlos Mendes.

Impacto nos clientes

A abordagem da TC AI envolvia contatos diretos com clientes da Ibira, oferecendo migração para uma plataforma própria, o que gerou reclamações. A corretora recebeu mais de 200 queixas em duas semanas, segundo dados internos. A situação levou a Ibira a rever a parceria, que havia sido iniciada em janeiro de 2026 com a expectativa de modernizar o atendimento ao cliente.

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Posicionamento da TC AI

A TC AI, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que "lamenta a decisão da Ibira" e que sempre atuou com ética e dentro dos acordos contratuais. A startup destacou que seus algoritmos são auditáveis e que a abordagem aos clientes seguiu as diretrizes estabelecidas. No entanto, não comentou especificamente sobre as alegações de falta de transparência.

Futuro da Ibira

Com o fim da parceria, a Ibira busca agora novas soluções de inteligência artificial para atendimento e análise de investimentos. A corretora afirma que manterá o foco em tecnologias que garantam clareza e segurança para os clientes. "Não abriremos mão da transparência, mesmo que isso signifique atrasar nossa transformação digital", concluiu Mendes.

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