IA acelera marketing médico e expõe quem só executa
IA acelera marketing médico e expõe quem só executa

A adoção de inteligência artificial pelas empresas brasileiras acelerou e alcançou 17% em 2025, com o setor de informação e comunicação na liderança, aponta estudo do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). Na saúde, a tecnologia já está presente em 18% dos estabelecimentos, e metade dos brasileiros conectados utiliza IA generativa.

IA no marketing médico: da execução à estratégia

Para a estrategista Nathália Carvalho, o avanço da inteligência artificial barateia a execução de tarefas e desloca o diferencial do profissional de marketing médico para a estratégia. “Quem apenas executa será substituído; quem pensa estrategicamente se tornará indispensável”, afirma.

O levantamento do Cetic.br mostra que a IA generativa — capaz de criar textos, imagens e vídeos — é a ferramenta mais popular entre os usuários brasileiros. Na área da saúde, clínicas e hospitais utilizam a tecnologia para automatizar agendamentos, triagem de pacientes e produção de conteúdo informativo.

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Impacto no mercado de trabalho

Com a automação de tarefas repetitivas, profissionais de marketing médico precisam se reinventar. A capacidade de interpretar dados, definir personas e criar campanhas personalizadas ganha peso. “O valor agora está em entender o paciente e o mercado, não em operar ferramentas”, destaca Carvalho.

O estudo também revela que 50% dos brasileiros com acesso à internet já experimentaram alguma forma de IA generativa. O número reflete a popularização de chatbots, assistentes virtuais e plataformas de criação de conteúdo.

Desafios e oportunidades

Apesar do crescimento, a adoção de IA ainda enfrenta barreiras, como falta de capacitação e infraestrutura. No setor de saúde, a segurança dos dados e a ética no uso da tecnologia são preocupações centrais. Ainda assim, a tendência é de expansão: o Cetic.br projeta que, até 2027, mais de 30% das empresas brasileiras utilizarão IA em seus processos.

Para Nathália Carvalho, o momento exige que profissionais e empresas invistam em formação estratégica. “A IA não é o fim do marketing, mas o início de uma nova era, onde a criatividade e o planejamento são os verdadeiros diferenciais”, conclui.

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