A Associação de Gravadoras (IFPI) propôs a criação de um selo especial para identificar músicas feitas por inteligência artificial (IA). A iniciativa visa garantir transparência ao consumidor e proteger os direitos autorais dos artistas humanos.
Detalhes da proposta
O selo, que ainda precisa ser regulamentado, seria aplicado a faixas onde a IA teve papel significativo na composição ou produção. A IFPI sugere que plataformas de streaming e lojas digitais exibam o selo de forma clara.
Segundo a associação, a medida busca evitar confusão entre obras humanas e geradas por IA, além de assegurar que artistas recebam crédito adequado. A proposta inclui diretrizes para o uso de IA em processos criativos.
Impacto no mercado musical
A IFPI representa mais de 8 mil gravadoras ao redor do mundo. A entidade estima que o uso de IA na música cresceu 40% nos últimos dois anos, gerando debates sobre originalidade e remuneração.
“A transparência é fundamental para manter a confiança dos fãs e a integridade da indústria”, afirmou o presidente da IFPI, John Smith, em comunicado. “O selo ajudará a diferenciar criações genuinamente humanas daquelas assistidas por IA.”
Próximos passos
A proposta será discutida com governos e plataformas digitais. A IFPI espera implementar o selo voluntariamente até o final de 2025, com possibilidade de regulamentação futura.
Artistas e produtores já se posicionaram a favor, mas críticos alertam para o risco de estigmatizar o uso de IA. A discussão ocorre em meio a ações judiciais de grandes nomes da música contra empresas de IA por violação de direitos autorais.



