A Gol registrou alta de 8,5% no tráfego (medido em RPK) e de 7,2% na capacidade de voos (ASK) em junho na comparação com o mesmo mês de 2025, informou a companhia aérea nesta terça-feira. O desempenho foi impulsionado pelo mercado doméstico, que responde pela maior parte das operações da empresa.
Desempenho doméstico puxa indicadores
No mercado doméstico, o tráfego cresceu 10,1% em relação a junho de 2025, enquanto a capacidade aumentou 8,9%. Já no mercado internacional, o tráfego caiu 3,2% e a capacidade recuou 4,1% no mesmo período. A taxa de ocupação (load factor) total foi de 81,2%, alta de 1,0 ponto percentual ante o mesmo mês do ano anterior.
"O crescimento do tráfego doméstico reflete a recuperação consistente da demanda no Brasil, especialmente nos segmentos de lazer e negócios", afirmou a empresa em comunicado. A Gol também destacou que a malha aérea foi ajustada para atender à sazonalidade de férias escolares.
Acumulado do semestre
No acumulado do primeiro semestre de 2026, o tráfego total da Gol subiu 6,3% e a capacidade avançou 5,1% frente ao mesmo período de 2025. O mercado doméstico registrou alta de 7,8% no tráfego e de 6,5% na capacidade, enquanto o internacional teve queda de 2,1% e 3,0%, respectivamente.
A taxa de ocupação no semestre ficou em 80,5%, ligeiramente acima dos 80,1% registrados um ano antes. A empresa não divulgou projeções para os próximos meses, mas analistas do setor esperam que a demanda doméstica continue aquecida no segundo semestre, impulsionada pelo período de férias e pela retomada de eventos corporativos.
Contexto do setor aéreo
A Gol tem enfrentado um cenário de custos elevados de combustível e câmbio desfavorável, mas a recuperação da demanda tem ajudado a melhorar seus indicadores operacionais. Em junho, a companhia também anunciou a reativação de rotas regionais e o aumento de frequências para destinos turísticos no Nordeste.
Os dados divulgados pela Gol estão em linha com as expectativas do mercado, que projeta um crescimento de cerca de 8% no tráfego aéreo doméstico em 2026, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR). A empresa não informou o impacto financeiro dos resultados operacionais.



