O Grupo Fleury (FLRY3) esclareceu, em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que a relação entre dívida líquida e Ebitda entre 1 e 1,2 vez, mencionada em entrevista pela CEO Jeane Tsutsui, está em linha com o intervalo registrado e divulgado ao mercado nos últimos anos. A empresa destacou que o indicador ficou em 1,02 vez em 2025, 1,01 vez em 2024 e 1,23 vez em 2023. No primeiro trimestre de 2026, a relação era de 1,04 vez, conforme o relatório trimestral.
Disciplina financeira na avaliação de novos negócios
Em entrevista ao NeoFeed, a CEO Jeane Tsutsui afirmou que a companhia mantém disciplina financeira na avaliação de novos negócios. “Eu não preciso comprar. Eu compro se tiver uma boa oportunidade e se tiver uma convergência em todos os pilares”, disse a executiva. Segundo Tsutsui, cada aquisição passa por uma análise de três pontos principais: estratégia, cultura e retorno financeiro. “Comprar caro pode significar destruir valor. Nosso múltiplo hoje [EV/Ebitda] é de 5,5 vezes. Se eu pagar acima disso, está caro”, afirmou.
Contexto de mercado e impacto
O esclarecimento ocorre em meio a um cenário de volatilidade nos mercados globais, com o Dow Jones Futuro em queda e o petróleo subindo devido à troca de ataques entre EUA e Irã. O Irã e os Estados Unidos intensificaram os ataques no fim de semana, aumentando os temores sobre a oferta global de petróleo e elevando a aversão ao risco. A disciplina financeira do Fleury visa proteger o valor da companhia em um ambiente de incertezas.



