Caiado: Brasil perde empresas para o Paraguai por carga tributária
Caiado: Brasil perde empresas para o Paraguai por impostos

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta segunda-feira (13) que o Brasil estaria perdendo empresas para o Paraguai por causa da carga tributária. A declaração foi dada durante entrevista por telefone à rádio 97 FM, de Guaratinguetá.

Mais de 240 empresas teriam deixado o Brasil

Segundo Caiado, mais de 240 empresas teriam deixado o país para se instalar no Paraguai. Para ele, o movimento seria consequência das dificuldades encontradas por empresários para manter negócios no Brasil diante do nível de impostos. "É impressionante. As pessoas estão mudando para o Paraguai. Veja bem, o Brasil, com esse potencial todo que tem, mais de 240 empresas estão mudando para o Paraguai. Por quê? Porque não vê como sobreviver no Brasil com essa taxa, esse nível de impostos que são cobrados da população", afirmou.

Número já foi checado pelo Fato ou Fake

A declaração de Caiado faz referência a um número que já foi alvo de checagem do Fato ou Fake do g1. Publicações nas redes sociais afirmavam que 232 empresas brasileiras teriam deixado o país durante a gestão do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), mas a informação foi considerada falsa. O levantamento citado pelo ex-governador se refere a empresas brasileiras que passaram a atuar no Paraguai desde 2007, após a criação da Lei de Maquila, e não apenas ao período iniciado em 2023. Segundo a Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai, o número reúne projetos aprovados ao longo de diferentes governos.

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Caiado defende reformas e perfil técnico

Durante a entrevista à rádio, o pré-candidato também defendeu a necessidade de reformas no país, como a reforma administrativa, e afirmou que uma eventual gestão sua teria ministros com perfil técnico e foco em resultados. O político ainda comentou a relação entre os Poderes, segurança pública e o combate ao crime organizado. Na entrevista, Caiado afirmou que o Brasil precisa resolver seus próprios problemas e, ao citar medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos, disse que "Trump não vai resolver os problemas que são nossos". Segundo ele, o enfrentamento ao crime organizado deve ser conduzido pelo próprio país.

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