Os squishies se tornaram a nova febre entre crianças e adultos. Esses brinquedos sensoriais, macios e maleáveis, são apertados e retornam lentamente à forma original, proporcionando uma experiência tátil relaxante. Com formatos que vão de animais a comidas e personagens, eles conquistaram espaço nas prateleiras e nas redes sociais.
A sensação tátil que conquista
O apelo dos squishies está na sua textura única. Feitos de espuma de poliuretano ou materiais similares, eles oferecem uma resposta lenta ao serem pressionados, o que muitos descrevem como calmante. Esse efeito sensorial atrai tanto crianças quanto adultos, que os usam como alívio de estresse ou simplesmente como objetos de decoração. A variedade de cores e formas estimula o colecionismo, com alguns entusiastas buscando modelos raros ou edições limitadas.
A febre não se limita ao ato de apertar. Os squishies também se tornaram protagonistas de vídeos e fotos em plataformas como Instagram e TikTok, onde usuários mostram suas coleções, realizam trocas e até competem para ver quem tem o modelo mais inusitado. Esse engajamento digital impulsiona ainda mais a demanda.
Colecionismo nas redes sociais
O fenômeno do colecionismo de squishies cresce exponencialmente. Grupos de troca e venda surgem em redes sociais, com preços que variam de poucos reais a centenas, dependendo da raridade. A comunidade é ativa: muitos colecionadores dedicam tempo para catalogar suas peças e compartilhar dicas de onde encontrar lançamentos. As marcas, por sua vez, lançam coleções sazonais e parcerias com franquias populares, alimentando o ciclo de consumo.
Apesar da diversão, a alta demanda tem gerado escassez em lojas físicas e online. Relatos de estoques esgotados em poucas horas são comuns, o que leva alguns consumidores a recorrer ao mercado paralelo ou à fabricação caseira.
Segurança em questão
Com a popularidade, surgem preocupações sobre a segurança dos materiais usados na fabricação dos squishies. Testes informais e denúncias indicam que alguns produtos podem conter substâncias tóxicas, como ftalatos ou formaldeído, em concentrações acima do permitido. Órgãos de defesa do consumidor em diversos países têm alertado para os riscos, especialmente para crianças pequenas, que podem levar os brinquedos à boca.
As marcas contestam as acusações, afirmando que seguem normas de segurança. No entanto, a falta de regulamentação específica para esse tipo de brinquedo sensorial preocupa especialistas. A recomendação é comprar de fabricantes confiáveis e verificar selos de certificação, como o Inmetro no Brasil.
Fabricação caseira e consumo consciente
Paralelamente ao mercado formal, cresce a tendência de fazer squishies em casa. Tutoriais no YouTube e blogs ensinam a produzir versões artesanais com espuma, tecido e tinta. A prática atrai quem busca personalização ou economia, mas também traz riscos: o uso de materiais não adequados pode resultar em brinquedos inseguros.
Diante do cenário, o debate sobre consumo consciente ganha força. Educadores e pais são incentivados a orientar crianças sobre os cuidados com os brinquedos e a importância de adquirir produtos certificados. A febre dos squishies mostra como um simples objeto pode gerar prazer, conexão social e, ao mesmo tempo, desafios de segurança.



