A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) afirmou que espera certificar em breve os modelos 737 MAX 7 e MAX 10 da Boeing, embora não tenha estabelecido um prazo específico para a conclusão do processo. A declaração foi feita nesta quarta-feira (20) por um porta-voz da agência reguladora.
Processo de certificação em andamento
Segundo a FAA, a certificação dos dois modelos menores da família 737 MAX está em estágio avançado, com a agência revisando a documentação técnica e conduzindo testes de voo. O MAX 7 é a versão mais compacta, com capacidade para até 172 passageiros, enquanto o MAX 10 é a maior, com assentos para até 230 passageiros. Ambos fazem parte da estratégia da Boeing de oferecer opções para diferentes mercados, após a crise do 737 MAX 8 e 9, que ficaram 20 meses sem voar após dois acidentes fatais.
“Estamos trabalhando diligentemente para garantir que todos os requisitos de segurança sejam atendidos antes da emissão dos certificados”, disse o porta-voz da FAA. A Boeing, por sua vez, afirmou que está cooperando plenamente com a agência e que espera receber a aprovação ainda este ano.
Contexto e impactos
A certificação do MAX 7 e MAX 10 é crucial para a Boeing recuperar a confiança do mercado e ampliar sua participação no segmento de aeronaves de corredor único, dominado pelo Airbus A320neo. A empresa já acumulou mais de 400 pedidos para o MAX 10, principalmente de companhias aéreas como a United Airlines e a Delta Air Lines. No entanto, atrasos na certificação podem levar a multas e renegociações de contratos.
Em 2024, a Boeing registrou prejuízo líquido de US$ 11,8 bilhões, impactado pelos custos com a paralisação da produção e indenizações. A expectativa é que a entrada em serviço dos novos modelos ajude a empresa a gerar receita e melhorar seus resultados financeiros.
Próximos passos
A FAA não detalhou quais etapas ainda precisam ser concluídas, mas especialistas apontam que a agência pode exigir modificações nos sistemas de controle de voo e nos procedimentos de treinamento de pilotos, similar ao que ocorreu com o MAX 8 e 9. A Boeing já implementou diversas melhorias no software MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System) e nos sensores de ângulo de ataque.
Analistas do setor acreditam que a certificação pode ocorrer entre o final de 2026 e o início de 2027, dependendo da rapidez das avaliações. Até lá, a Boeing continua realizando voos de teste e simuladores para demonstrar a segurança das aeronaves.



