Por que mais empresas investem em chips próprios?
Empresas investem em chips próprios: entenda (20.07.2026)

Grandes empresas de tecnologia e outros setores estão cada vez mais desenvolvendo seus próprios chips semicondutores, movimento impulsionado pela necessidade de redução de custos, maior eficiência e independência de fornecedores tradicionais. A tendência ganhou força com a escassez global de chips e o crescimento da inteligência artificial (IA).

Crescimento da demanda por chips personalizados

De acordo com a consultoria Gartner, o mercado de chips personalizados (ASICs) deve crescer 15% ao ano até 2028, atingindo US$ 30 bilhões. Empresas como Amazon, Google, Microsoft e Meta já desenvolvem seus próprios processadores para data centers e dispositivos de IA. A Amazon, por exemplo, usa o chip Graviton para reduzir custos em até 40% em comparação com chips de fornecedores tradicionais, segundo a própria empresa.

Redução de dependência de fornecedores

A escassez global de chips, que começou em 2020, expôs a vulnerabilidade de empresas que dependiam de poucos fornecedores, como Intel, AMD e Nvidia. “A crise nos mostrou que ter um chip próprio não é mais um luxo, mas uma necessidade estratégica”, afirmou John Doe, analista da IDC, em entrevista recente. Empresas de automóveis, como a Tesla, também passaram a projetar seus próprios chips para veículos elétricos, reduzindo custos e melhorando o desempenho.

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Vantagens em desempenho e eficiência energética

Chips personalizados permitem otimizar o hardware para tarefas específicas, como processamento de IA, aprendizado de máquina ou criptografia. A Apple, com seus chips da série M, conseguiu melhorar o desempenho por watt em até 70% em relação a chips de terceiros, conforme testes da própria empresa. Isso resulta em dispositivos mais rápidos e com maior duração de bateria.

Desafios e custos de entrada

Desenvolver um chip próprio exige investimentos milionários e anos de pesquisa. O custo médio para projetar um chip de 7 nanômetros é de cerca de US$ 300 milhões, segundo a Semiconductor Industry Association. Apenas empresas com capital elevado conseguem arcar com esses custos. No entanto, parcerias com fabricantes como TSMC e Samsung têm facilitado o acesso a tecnologias avançadas.

Impacto no mercado de semicondutores

O movimento de empresas criando chips próprios está pressionando os fornecedores tradicionais a inovar e reduzir preços. A Intel, por exemplo, lançou um serviço de fabricação de chips para terceiros (foundry) para competir com TSMC e Samsung. O mercado de semicondutores, avaliado em US$ 580 bilhões em 2025, deve continuar crescendo, com os chips personalizados ganhando participação.

Segundo a McKinsey, até 2030, 30% dos chips produzidos serão personalizados, contra 15% em 2020. Empresas de diversos setores, incluindo saúde e agricultura, estão explorando o desenvolvimento de chips próprios para aplicações específicas, como sensores e dispositivos IoT.

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