Em São Paulo, uma nova tendência imobiliária ganha força: edifícios que combinam residências e lajes corporativas no mesmo empreendimento. Conhecidos como multiúso, esses prédios oferecem apartamentos no topo e escritórios nos andares inferiores, atendendo tanto executivos quanto pessoas em diferentes fases da vida.
O conceito de edifícios multiúso
Os empreendimentos multiúso buscam integrar trabalho e moradia em um único local, reduzindo deslocamentos e oferecendo conveniência. Em São Paulo, exemplos como o Art Tower, em Pinheiros, e o W Torre, na região da Faria Lima, já adotam esse modelo. No Art Tower, os apartamentos ocupam os andares superiores, enquanto as lajes corporativas ficam nos inferiores, permitindo que moradores e trabalhadores compartilhem áreas comuns como hall de entrada, academia e salão de festas.
Perfil dos moradores e usuários
O público-alvo inclui executivos que buscam proximidade com o trabalho, profissionais liberais que desejam home office integrado e famílias que valorizam a praticidade de ter serviços e escritórios perto de casa. Segundo corretores, os apartamentos costumam ter plantas flexíveis, com opções de 1 a 3 quartos, enquanto as lajes corporativas variam de 50 a 500 m², atendendo desde startups a grandes empresas.
Vantagens e desafios
Entre as vantagens, destaca-se a economia de tempo com trânsito e a possibilidade de usufruir de infraestrutura compartilhada, como segurança 24 horas e estacionamento. No entanto, há desafios, como a necessidade de gestão condominial que atenda tanto a demandas residenciais quanto comerciais, além do preço, que costuma ser mais elevado que o de empreendimentos exclusivos.
Segundo especialistas do mercado imobiliário, a tendência deve crescer nos próximos anos, impulsionada pela busca por qualidade de vida e pela flexibilidade do trabalho híbrido. "O conceito multiúso veio para ficar, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo", afirma um analista do setor.



