A Vale terá uma disputa acirrada por vagas no conselho de administração na assembleia de acionistas marcada para 30 de julho. A briga envolve desde a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, até o governo federal, que busca ampliar sua influência na mineradora.
Previ busca manter assento
A Previ, que detém cerca de 9% das ações da Vale, tenta manter sua cadeira no conselho. O fundo de pensão indicou o economista Fernando Sotelino para concorrer a uma vaga, mas enfrenta resistência de outros acionistas. Segundo fontes, a Previ quer garantir que a gestão da Vale continue focada em resultados de longo prazo.
Governo federal quer mais espaço
O governo federal, por meio do BNDES e da BNDESPar, também busca ampliar sua representação. Atualmente, o governo tem dois assentos no conselho, mas deseja um terceiro para aumentar seu poder de influência nas decisões estratégicas. A movimentação ocorre em um momento em que a Vale discute investimentos em energia limpa e descarbonização.
Acionistas minoritários se organizam
Acionistas minoritários, como fundos de investimento internacionais, também estão se mobilizando para eleger representantes. Eles criticam a falta de transparência no processo e pedem maior diversidade no conselho. Um grupo de investidores, que reúne cerca de 15% do capital votante, já anunciou apoio a uma chapa alternativa.
De acordo com a Vale, o conselho tem 13 membros, sendo 10 eleitos pelos acionistas e 3 indicados pelos empregados. A assembleia de 30 de julho definirá a composição para os próximos dois anos.



