Desenrola 2.0 supera marca de R$ 1,8 bi em maio
Desenrola 2.0 supera R$ 1,8 bi em maio, diz Bradesco BBI

O Governo Federal lançou no início de maio um novo programa Desenrola voltado para a quitação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais sem garantia em atraso, destinado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos, referentes a operações iniciadas até 31 de janeiro. O programa substitui as dívidas inadimplentes por novos contratos com juros de até 1,99% ao mês, descontos de até 90% e 50% do novo empréstimo com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

Ritmo mais forte que a edição anterior

O Bradesco BBI destaca que a iniciativa começou em ritmo mais forte do que a edição anterior. Apenas em maio, primeiro mês de vigência, o volume originado alcançou R$ 1,8 bilhão, superando os R$ 1,6 bilhão registrados ao longo de todo o programa anterior.

Os analistas Marcelo Mizrahi, Eric Ito, Arthur Chuqui e Maria Mazzoni atribuem essa aceleração principalmente aos ajustes operacionais realizados, que permitiram às instituições financeiras renegociar diretamente por meio de seus próprios canais. O número de operações chegou a 912 mil, contra aproximadamente 1,5 milhão no Desenrola 1.0, o que implica um valor médio de renegociação significativamente maior.

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Participação dos bancos

Em termos de participação, o Nubank lidera a iniciativa, concentrando quase 40% do volume total originado, seguido pelo Itaú e Banco do Brasil, ambos com 13%, e pelo Santander Brasil, com 7%. Em comparação com o programa anterior, o PicPay emergiu com uma participação de 8% (ante 0%), enquanto o Inter recuou para 1% (de 12%) e o Pan para 0% (de 26%), ambos com quedas expressivas.

Considerando um desconto médio de 80% nas renegociações — abaixo do limite de 90% permitido pelo programa —, os analistas estimam que o volume total de crédito renegociado já possa ter atingido cerca de R$ 8,8 bilhões.

Impacto nos balanços

Apesar do avanço, o Bradesco BBI ressalta que ainda é difícil mensurar o impacto sobre os balanços das instituições, já que isso dependerá da parcela dos créditos renegociados que havia sido baixada ou mantida fora do balanço antes da adesão ao programa.

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