A Delta Air Lines divulgou lucro líquido de US$ 1,8 bilhão no segundo trimestre de 2026, superando as estimativas dos analistas de Wall Street. O resultado representa um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pela forte demanda por viagens aéreas e pela redução dos custos operacionais.
Resultados financeiros da Delta
A receita da companhia aérea atingiu US$ 16,7 bilhões, crescimento de 12% na comparação anual. A margem operacional foi de 14,5%, acima dos 13,2% registrados no segundo trimestre de 2025. O lucro por ação ajustado ficou em US$ 2,85, superando a projeção média de US$ 2,70 dos analistas consultados pela Refinitiv.
"Nosso desempenho reflete a solidez do mercado de viagens e a eficácia das iniciativas de eficiência operacional", afirmou o CEO da Delta, Ed Bastian, em comunicado. A empresa também anunciou a recompra de ações no valor de US$ 1 bilhão e a elevação do dividendo trimestral em 10%, para US$ 0,55 por ação.
Oferta da Apollo pela EasyJet
Em outro movimento de destaque no setor aéreo, a gestora de ativos Apollo Global Management fez uma oferta de US$ 7,6 bilhões (aproximadamente £ 6 bilhões) pela aquisição da EasyJet, uma das principais companhias aéreas de baixo custo da Europa. A proposta, de US$ 15,50 por ação, representa um prêmio de 25% sobre o preço de fechamento das ações da EasyJet na última sexta-feira.
A EasyJet confirmou ter recebido a abordagem e informou que avaliará a oferta com seus assessores financeiros. "A proposta é não vinculante e sujeita a condições, incluindo due diligence", disse a empresa em nota. O conselho de administração da EasyJet se reunirá nos próximos dias para discutir os termos.
Impacto no mercado
As ações da EasyJet dispararam 22% na bolsa de Londres após a notícia, enquanto os papéis da Delta subiram 3,5% no pré-mercado em Nova York. Analistas do setor aéreo veem a oferta da Apollo como um sinal de consolidação no segmento de aviação europeu. "A EasyJet é um alvo atraente devido à sua forte presença em aeroportos primários e à base de clientes fiéis", comentou John Strickland, diretor da consultoria JLS Consulting.
Segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), o tráfego aéreo global deve crescer 7% em 2026, impulsionado pela demanda reprimida e pela expansão das rotas internacionais. A Delta projeta uma capacidade entre 5% e 6% maior no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2025.



