O aumento dos custos está forçando empresas a repensar suas estratégias de viagens corporativas. Segundo pesquisa da Global Business Travel Association (GBTA), o otimismo do setor para 2026 caiu significativamente diante da pressão financeira. Thiago Marteletto, diretor da Live Viagens, analisa os desafios e aponta caminhos para a gestão eficiente nesse cenário.
Queda do otimismo e aumento de custos
O estudo da GBTA revela que, após um período de recuperação pós-pandemia, o setor de viagens corporativas enfrenta nova retração nas expectativas. O índice de otimismo para 2026 registrou queda, impulsionado pelo aumento de passagens aéreas, hospedagem e alimentação. “As empresas estão sob pressão para controlar despesas sem comprometer a produtividade das viagens”, afirma Marteletto.
Desafios na gestão de viagens corporativas
Marteletto destaca que a alta de custos exige uma abordagem mais estratégica. “Não se trata apenas de cortar gastos, mas de otimizar investimentos. É preciso analisar o retorno de cada viagem e buscar alternativas como reuniões virtuais ou pacotes negociados”, explica. O executivo também ressalta a importância de políticas claras de viagem e uso de tecnologia para monitoramento em tempo real.
De acordo com a GBTA, 68% das empresas já revisaram suas políticas de viagem nos últimos 12 meses, priorizando redução de custos. No Brasil, a situação é ainda mais desafiadora devido à variação cambial e à inflação. “O câmbio desfavorável impacta diretamente viagens internacionais, exigindo planejamento antecipado e negociação com fornecedores”, completa Marteletto.
Estratégias para o futuro
Para enfrentar o cenário, a Live Viagens recomenda a adoção de ferramentas de gestão integrada, que permitam comparar preços, controlar orçamentos e gerar relatórios analíticos. “A tecnologia é aliada para identificar padrões de gastos e oportunidades de economia”, diz Marteletto. Além disso, a empresa sugere a criação de parcerias de longo prazo com hotéis e companhias aéreas para garantir tarifas mais competitivas.
A pesquisa da GBTA indica que 45% das empresas esperam aumentar o volume de viagens nos próximos dois anos, mas com orçamentos mais enxutos. “O segredo está em viajar de forma inteligente, não necessariamente menos. Cada real gasto precisa estar alinhado aos objetivos de negócio”, conclui o diretor da Live Viagens.



