A CSN (CSNA3) acelerou o processo de venda de seus ativos de infraestrutura, que incluem sua participação na ferrovia MRS Logística, os terminais Tecar (minério de ferro) e Tecon (contêineres) em Itaguaí e a transportadora rodoviária Grupo Tora, segundo reportagem do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Impacto na alavancagem
Na avaliação da Genial Investimentos, a operação representa um passo importante no processo de desalavancagem da companhia. A corretora estima que a venda pode reduzir a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 3,4 vezes para a faixa superior de 2 vezes, além de gerar uma economia bruta anual de R$ 500 milhões a R$ 800 milhões em despesas com juros.
Expectativas da transação
A expectativa é que a CSN venda entre 20% e 40% da plataforma de infraestrutura, mantendo o controle dos ativos e levantando entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões. A transação faz parte do programa de reciclagem de ativos de R$ 15 bilhões a R$ 18 bilhões, que também prevê a venda do controle da CSN Cimentos.
Benefícios e ressalvas
Apesar dos benefícios, a Genial pondera que a operação não resolve sozinha a estrutura de capital da empresa. Isso porque, ao vender uma participação minoritária em ativos altamente rentáveis, como a MRS e os terminais portuários, a CSN passará a dividir parte da geração de caixa desses negócios com os novos investidores. Assim, embora a economia bruta com juros seja relevante, o ganho recorrente para o fluxo de caixa livre deve ficar entre R$ 100 milhões e R$ 400 milhões por ano.
Para a corretora, o principal valor da transação está na redução do risco financeiro. A venda melhora o perfil da dívida, reduz o risco de refinanciamento e fortalece a credibilidade do plano de desalavancagem, aumentando as chances de a companhia reduzir a alavancagem para menos de duas vezes a relação dívida líquida/Ebitda. A Genial tem as ações da CSN em revisão.



