A Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, consolidou o futebol como um grande negócio global, gerando receitas recordes e atraindo investimentos maciços de patrocinadores e emissoras. O torneio, que contou com 48 seleções e 104 partidas, movimentou mais de US$ 10 bilhões em receitas, superando a edição de 2022 no Catar.
Recorde de receitas e audiência
Segundo a FIFA, a Copa de 2026 gerou US$ 11,2 bilhões em receitas, um aumento de 25% em relação a 2022. A audiência global acumulada ultrapassou 5 bilhões de pessoas, com destaque para a final entre Brasil e Alemanha, que foi assistida por 1,5 bilhão de telespectadores. Os direitos de transmissão foram vendidos por US$ 4,5 bilhões, enquanto os patrocínios corporativos somaram US$ 3,8 bilhões.
Impacto econômico e legado
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou: "Esta Copa do Mundo mostrou o poder do futebol de unir nações e impulsionar economias. O legado vai além dos estádios, com investimentos em infraestrutura e turismo." Estima-se que o torneio tenha gerado 200 mil empregos temporários nos três países-sede e injetado US$ 20 bilhões nas economias locais.
Expansão do mercado norte-americano
A realização da Copa na América do Norte abriu novas oportunidades de negócios. A Major League Soccer (MLS) registrou aumento de 40% na audiência e 30% na venda de ingressos após o torneio. Patrocinadores como Coca-Cola, McDonald's e Visa ampliaram seus contratos com a FIFA, apostando no crescimento do futebol nos Estados Unidos.
Desafios e críticas
Apesar do sucesso financeiro, a Copa enfrentou críticas em relação ao impacto ambiental e ao uso de recursos públicos. Organizações não governamentais apontaram que a pegada de carbono do torneio foi de 3,5 milhões de toneladas de CO2, apesar das promessas de sustentabilidade. A FIFA anunciou que investirá US$ 500 milhões em projetos de compensação ambiental.
Futebol como plataforma de negócios
A Copa de 2026 também evidenciou a transformação do futebol em uma plataforma de negócios diversificada. Além dos direitos de transmissão e patrocínios, o torneio gerou receitas com hospitalidade, merchandising e licenciamento de produtos. A venda de ingressos superou 4 milhões de unidades, com preços médios de US$ 300.
Segundo especialistas, o futebol se consolida como um dos setores mais lucrativos do entretenimento esportivo, com potencial de crescimento em mercados emergentes como Ásia e África. A FIFA projeta que a Copa de 2030, que será realizada em três continentes, possa gerar receitas superiores a US$ 15 bilhões.



