Clariant rejeita novas acusações de violação à concorrência em compras de etileno
Clariant rejeita acusações de violação à concorrência

A Clariant, empresa suíça do setor químico, rejeitou nesta quarta-feira novas acusações de que suas compras de etileno teriam violado leis de concorrência. Em comunicado oficial, a companhia afirmou que todas as suas transações de etileno foram realizadas em conformidade com as legislações aplicáveis e que as alegações são infundadas.

Detalhes das acusações

As acusações foram feitas por um ex-funcionário anônimo, que alegou que a Clariant teria participado de um esquema de manipulação de preços e restrição de oferta de etileno no mercado europeu. O etileno é uma matéria-prima essencial para a produção de plásticos e outros produtos químicos. Segundo o denunciante, a empresa teria coordenado compras com concorrentes para reduzir a oferta e elevar os preços.

Resposta da Clariant

A Clariant classificou as alegações como "totalmente sem fundamento" e destacou que possui rígidos controles internos de compliance. "A Clariant sempre agiu de acordo com as leis de concorrência e rejeita veementemente qualquer sugestão de conduta anticompetitiva", diz o comunicado. A empresa também informou que está cooperando com as autoridades regulatórias, que já investigam o caso.

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Em 2025, a Comissão Europeia já havia multado a Clariant em 150 milhões de euros por práticas anticompetitivas relacionadas ao etileno, mas a empresa recorreu da decisão. Agora, as novas acusações podem complicar ainda mais a situação jurídica da companhia.

Impacto no mercado

As acusações ocorrem em um momento de alta volatilidade nos preços do etileno, que subiram 30% nos últimos seis meses devido a interrupções na oferta global. Especialistas alertam que, se as alegações forem comprovadas, a Clariant pode enfrentar multas adicionais e danos à sua reputação. As ações da empresa caíram 2,5% na Bolsa de Zurique após a divulgação das novas acusações.

"A Clariant está confiante de que as investigações demonstrarão sua inocência", afirmou o CEO da empresa, Markus Rüttimann, em nota. "Continuamos focados em fornecer produtos de alta qualidade aos nossos clientes, dentro de um ambiente competitivo justo."

Contexto regulatório

A Comissão Europeia tem intensificado a fiscalização sobre o setor químico nos últimos anos. Em 2024, foram abertos 12 processos antitruste contra empresas do setor, um aumento de 50% em relação a 2023. A Clariant não é a única empresa sob investigação; outras gigantes como BASF e Dow também enfrentam acusações semelhantes.

As novas denúncias contra a Clariant surgem de um ex-funcionário que trabalhou na área de compras da empresa por 10 anos. Ele alega que as práticas anticompetitivas ocorreram entre 2018 e 2023, envolvendo reuniões secretas com concorrentes para alinhar preços e volumes de compra de etileno.

Próximos passos

A Clariant informou que fornecerá todos os documentos solicitados pelas autoridades e que está revisando suas práticas de compliance para evitar futuras alegações. A empresa também contratou um escritório de advocacia externo para conduzir uma investigação interna independente. O resultado dessa investigação deve ser divulgado nos próximos meses.

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