Citi eleva recomendação da Motiva para compra e ação sobe 1,73%
Citi eleva recomendação da Motiva para compra

O banco Citi elevou a recomendação das ações da Motiva (MOTV3) de neutra para compra. Após uma queda de quase 16% desde o pico em abril, os papéis da companhia voltaram a se valorizar. Segundo os analistas, este momento marca um bom ponto de entrada em uma empresa com fundamentos sólidos. Às 13h25 (horário de Brasília) desta segunda-feira (29), as ações subiam 1,73%, cotadas a R$ 14,73.

Avaliação atrativa e riscos controlados

Atualmente, a ação tem sido negociada a uma taxa interna de retorno (TIR) real de 11%, conforme estimativas do Citi. Para o banco, a avaliação atual está atraente, enquanto os riscos de maiores despesas de capital e alavancagem parecem sob controle. O preço-alvo foi atualizado de R$ 15,00 para R$ 15,60 por ação, com base nas alterações de estimativas.

A desvalorização nos últimos meses levou a avaliação em TIRs reais a um prêmio de 2,5% a 3% em relação às taxas soberanas reais, ante cerca de 1,5% no início deste ano. De acordo com os analistas, embora esse valor seja inferior à média histórica de 4%, a relação risco-retorno parece interessante, especialmente considerando os menores riscos percebidos para as ações em comparação com o passado.

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Alterações contratuais trazem opcionalidades

Segundo os analistas do Citi, as alterações contratuais nos projetos da companhia, incluindo SPVias, Metrô linhas 5/17 e AutoBAN, parecem positivas à primeira vista e, até então, não estão totalmente precificadas pelo mercado. Conforme cálculos prévios, essas alterações poderão adicionar 7,6% ao valor patrimonial, ou mais 0,87 ponto percentual na TIR da ação. A expectativa é de que a carteira de investimentos da Motiva cresça 18% com essas mudanças, além de elevar a alavancagem e manter os investimentos acima de R$ 10 bilhões/ano pelos próximos quatro anos.

Leilão do Regis Bittencourt como catalisador

Com o leilão do Regis Bittencourt, o crescimento pode chegar a 30%. Conforme o relatório do Citi, este provavelmente será um dos últimos leilões de rodovias com pedágio deste ano. O banco acredita que a Motiva poderá apoiar uma possível proposta com base em benefícios de investimento não divulgados. Apesar dos R$ 7 bilhões em investimentos concentrados em cinco anos, o banco entende que a geração antecipada de Ebitda e os fortes ajustes tarifários devem aliviar a pressão sobre o balanço patrimonial deste projeto.

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