A Chevrolet já vendeu mais de 5 mil unidades do Sonic, e o g1 preparou uma lista com detalhes importantes para quem considera comprar o SUV. É preciso saber como cuidar da nova correia banhada a óleo, conhecer os preços dos acessórios, entender a política de preços promocionais da GM e como o Sonic se comporta ao volante.
Cara de SUV, alma de hatch
O g1 foi o primeiro veículo de comunicação a testar o Chevrolet Sonic. Na ocasião, foi possível perceber que o Sonic tem vários argumentos que fazem dele um SUV, mas que, na prática, as sensações são de um hatch maior. O acerto da suspensão é justo e não tem a flutuação comum de carros com suspensão elevada. As imperfeições do solo podem ser percebidas pelo acerto firme, mas sem incomodar. A direção comunica bem e a frente do Sonic é ágil.
A posição de dirigir lembra a do Onix mais do que a do Tracker. Isso pode ser um ponto positivo para quem quer comprar o primeiro SUV, mas não gosta da posição alta de dirigir nem do acerto desajeitado de um utilitário esportivo popular. Por outro lado, o cliente que busca um carro com alma de SUV talvez fique decepcionado. Neste caso, é melhor já pular para alguma configuração do Tracker.
Peças compartilhadas
Uma estratégia adotada por quase todas as montadoras é compartilhar componentes que o consumidor não vê, como câmbio, motor, parte eletrônica e itens de segurança. Com o Sonic, não é diferente. Portas e vidros, por exemplo, são os mesmos utilizados no Onix. Essa prática também é adotada por outras montadoras: a Fiat Strada utiliza as portas e para-brisa do Mobi, enquanto o Volkswagen Nivus compartilha as portas com o Polo. O desafio ao desenvolver um novo carro utilizando peças já existentes é fazer com que esses componentes sejam integrados de forma harmoniosa. No caso do Sonic, o resultado parece positivo, já que, à primeira vista, não é possível perceber rapidamente que essas peças são as mesmas usadas em um modelo bastante comum nas ruas brasileiras.
Medida de porta-malas
Quando o Sonic foi apresentado, a Chevrolet sempre o comparou ao Nivus, embora o posicionamento de preço tenha ficado mais próximo do Tera. Com 392 litros de capacidade, ele consegue oferecer um bom uso no dia a dia, mesmo custando menos que o Volkswagen Nivus. É importante observar como as montadoras medem a capacidade do porta-malas. Algumas divulgam o volume em litros considerando o compartimento totalmente preenchido com líquido, método que não reflete o uso na vida real. Na prática, o método VDA é o mais representativo, pois pequenos blocos de espuma com volume de um litro são acomodados no porta-malas, permitindo medir de forma mais fiel a capacidade de uso. Por isso, ao comparar o volume do porta-malas entre diferentes modelos, vale prestar atenção ao método de medição utilizado.
Correia banhada a óleo
O g1 já abordou esse tema no ano passado, quando o Onix recebeu uma atualização para tentar conter as reclamações de clientes que relatavam problemas com o componente. A Chevrolet nunca admitiu oficialmente a existência de um defeito, mas apresentou uma solução. Segundo a Chevrolet, com o passar do tempo, ou em casos de manutenção inadequada (como falta de troca de óleo, uso de lubrificante fora da especificação, óleo falsificado), a parte traseira da correia, oposta à parte dos dentes, começava a se esfarelar. Isso acontecia porque o óleo criava um ambiente ácido e reagia com a correia, esfarelando-a. Esse material podia entupir dutos do motor, provocando falhas, acendimento da luz de injeção e outros problemas que levavam a reparos mais caros.
De acordo com a GM, esse desgaste era provocado pelo uso de óleo inadequado ou fora das especificações recomendadas. Para resolver a situação, a Chevrolet adotou algumas medidas: trocar o fornecedor da correia, reforçar a orientação de que o motor deve utilizar exclusivamente óleo 0W20 com certificação Dexos, e ampliar a garantia da correia para 15 anos. A Chevrolet também reforça que a correia banhada a óleo exige menos manutenção e, desde que todas as revisões sejam feitas corretamente, a substituição do componente só é necessária aos 240 mil quilômetros. O Chevrolet Sonic utiliza a mesma tecnologia. Segundo a GM, o modelo já sai de fábrica equipado com essa nova correia e deve seguir as mesmas recomendações.
Preço promocional
Quando o Chevrolet Sonic foi anunciado, o preço inicial era de pouco menos de R$ 129.990 para a versão Premier e de quase R$ 135.990 para a versão RS. Logo depois, esse valor passou a aparecer com um asterisco no site da montadora. Ao montar o Chevrolet Sonic no configurador, os preços são diferentes: a versão Premier custa R$ 134.990, enquanto a RS chega a R$ 140.990. Nos termos e condições do preço promocional, é possível verificar que o financiamento precisa ser feito por um banco específico, além da exigência de condições de entrada, parcelas ou da entrega de um veículo na troca. Portanto, o preço efetivo do Chevrolet Sonic é o que aparece no configurador do site. A condição promocional está em vigor até o dia 31 de julho de 2026.
Pedido é diferente de venda
Outro ponto importante envolve a divulgação de "recordes de vendas". A GM divulgou que o Sonic alcançou 14 mil pedidos. No entanto, os números oficiais de vendas divulgados nos relatórios da Fenabrave consideram os emplacamentos. Foram vendidos naquele mês 2.778 Sonic. O número divulgado pela empresa corresponde às reservas ou intenções de compra feitas pelos consumidores. A reportagem do g1 entrou em contato com o Procon de São Paulo para entender a prática das campanhas de pré-vendas das montadoras. Segundo a entidade, a pré-venda pode ser equiparada a um pré-contrato entre as partes. Especificamente quanto às compras de carro feitas fora da concessionária física, o Código de Defesa do Consumidor prevê a possibilidade de desistência da compra em até sete dias.
Preço dos acessórios
A Chevrolet estreou no Sonic o desenho da sua nova "gravatinha". O SUV também trouxe a novidade do logo iluminado na grade dianteira, que não vem de série e custa R$ 800. Os adesivos em preto e vermelho nos para-lamas são mais R$ 698. Para seguir essa identidade nas rodas, o preço é de R$ 390. No para-choque dianteiro, os filetes custam R$ 850. A iluminação customizável em LED para cabine custa R$ 1.163. Soleiras de porta com o logo Sonic custam mais R$ 447. Na versão Premier, a cor de série é o azul; branco custa R$ 950 e prata, cinza, preto e vermelho custam R$ 1.800. No Sonic RS, a cor que vem sem custo é a preta; por R$ 950 dá para levar branco; vermelho e cinza custam R$ 1.800.
Promoção na conectividade
O Sonic tem uma nova configuração dos serviços conectados da Chevrolet. Os modelos equipados com o sistema OnStar passam a sair de fábrica com o plano Basics incluído por oito anos. Entre as funções disponíveis estão acesso ao aplicativo myChevrolet, diagnósticos remotos, localização do veículo e comandos à distância. Quem quiser ampliar os recursos pode contratar o plano OnStar Protect, que acrescenta atendimento de segurança e emergência 24 horas. A promoção de gratuidade vale por 1 mês e tem mais dois meses após registro de cartão de crédito. Em julho de 2026, os preços mensais do OnStar são R$ 104,90 pelo pacote Connect e R$ 124,90 pelo pacote Protect. O combo Protect&Connect sai por R$ 149,90.



