O CEO da Ana Gaming, Marco Tulio Oliveira, desabafou publicamente após um banco da Faria Lima 'convidá-lo' a encerrar sua conta corrente, alegando sua atuação no setor de apostas regulamentado. Oliveira classificou a atitude como preconceito contra empresas legais do segmento.
Preconceito contra apostas legais
Em declaração à coluna Capital, Oliveira afirmou: 'Fui convidado a retirar meus investimentos por estar em um setor que, apesar de regulamentado, ainda carrega estigma'. Ele destacou que a Ana Gaming opera dentro da lei e paga impostos, mas sofre com a discriminação de instituições financeiras.
O executivo questionou a falta de diferenciação entre empresas de apostas legais e ilegais, defendendo um debate mais amplo sobre jogo responsável. 'Precisamos separar o joio do trigo. Não somos criminosos', completou.
Bloqueio judicial de R$ 631 milhões
A Ana Gaming enfrenta um bloqueio judicial de R$ 631 milhões, mas nega qualquer irregularidade. Segundo Oliveira, a empresa está colaborando com as autoridades e confia na resolução do caso. O bloqueio foi determinado pela Justiça de São Paulo em ação que investiga supostas infrações.
O caso reacende a discussão sobre o tratamento do setor de apostas no Brasil, que aguarda regulamentação definitiva. Enquanto isso, empresas como a Ana Gaming buscam operar de forma transparente, mas esbarram em barreiras bancárias e judiciais.



