BTG Pactual negocia com IG4 para retomar reestruturação da Raízen
O BTG Pactual está em negociações avançadas com o fundo IG4 para retornar ao processo de reestruturação da Raízen, a joint venture de açúcar e etanol controlada pela Cosan e pela Shell. A informação foi confirmada por fontes próximas às tratativas.
O banco de investimentos havia sido afastado da operação após a entrada do fundo Mover, que assumiu a liderança do processo. No entanto, com a saída do Mover, o BTG vê uma nova oportunidade de participar da reestruturação, que envolve a reorganização societária e financeira da empresa.
Detalhes da negociação
Segundo as fontes, o BTG avalia injetar capital na Raízen por meio de um veículo estruturado pelo IG4, fundo especializado em ativos distressed. O valor do investimento ainda não foi definido, mas estima-se que possa chegar a R$ 1 bilhão.
A reestruturação da Raízen visa reduzir o endividamento da companhia, que somava cerca de R$ 30 bilhões no fim de 2025. A empresa também busca otimizar suas operações e focar em ativos de maior rentabilidade.
Impacto no setor sucroenergético
A possível volta do BTG ao processo é vista com bons olhos pelo mercado, pois o banco tem forte atuação no setor de agronegócio e pode trazer soluções financeiras inovadoras. A Raízen é uma das maiores processadoras de cana-de-açúcar do mundo, com capacidade de moagem de mais de 80 milhões de toneladas por ano.
Procurados, BTG Pactual e IG4 não comentaram o assunto. A Raízen também não se manifestou.



