O JPMorgan rebaixou a recomendação das ações da Braskem (BRKM5) e cortou o preço-alvo em 50%, citando riscos no radar. Como resultado, os papéis da petroquímica desabaram no pregão desta segunda-feira.
Rebaixamento e corte de preço-alvo
Em relatório, o banco americano reduziu o preço-alvo de BRKM5 de R$ 80 para R$ 40, mantendo recomendação neutra. A justificativa inclui incertezas sobre o ambiente macroeconômico, volatilidade cambial e pressões competitivas no setor petroquímico global. Segundo o JPMorgan, a Braskem enfrenta desafios estruturais que limitam seu potencial de recuperação no curto prazo.
Impacto no mercado
As ações BRKM5 caíram mais de 10% no início do pregão, ampliando as perdas acumuladas no ano. O movimento foi acompanhado por alta volatilidade e aumento do volume negociado. O rebaixamento ocorre em meio a um cenário de aversão a risco nos mercados emergentes, com o dólar forte e juros elevados pressionando empresas com dívidas em moeda estrangeira.
Riscos no radar
Além do JPMorgan, outros bancos revisaram suas estimativas para a Braskem recentemente. O risco fiscal no Brasil, com incertezas sobre o arcabouço fiscal e a trajetória da dívida pública, também pesa sobre ativos de maior risco. A empresa, que depende de insumos como nafta e gás natural, sofre com a margem reduzida entre os preços de resinas e matérias-primas.
O que esperar
Analistas recomendam cautela com o papel até que haja sinais claros de melhora no cenário macroeconômico e na demanda global. A Braskem deve divulgar seus resultados trimestrais nas próximas semanas, o que pode trazer novos direcionadores para o preço das ações.



