A fabricante brasileira de aeronaves anunciou que vê uma boa demanda para seu novo avião comercial, com previsão de entregas a partir de 2028. A empresa, que já é conhecida no mercado de jatos executivos e regionais, está apostando em um modelo de maior capacidade para competir no segmento de corredor único.
Demanda aquecida por aeronaves regionais
Segundo a empresa, o mercado de aviões comerciais de até 150 assentos tem mostrado forte crescimento, especialmente em rotas regionais e de baixa densidade. A companhia estima que haja demanda para cerca de 10 mil aeronaves desse porte nos próximos 20 anos, impulsionada pelo aumento do tráfego aéreo em países emergentes.
O novo modelo, ainda sem nome oficial, será projetado para ser mais eficiente em consumo de combustível e ter menor custo operacional por assento. A empresa afirma que já recebeu cartas de intenção de várias companhias aéreas, principalmente da América Latina e Ásia.
Investimentos em tecnologia e produção
Para viabilizar o projeto, a fabricante planeja investir US$ 2 bilhões nos próximos cinco anos, parte proveniente de parcerias com fornecedores internacionais. A produção será concentrada na fábrica de São José dos Campos, interior de São Paulo, que passará por expansão para abrigar a nova linha de montagem.
“Estamos confiantes de que nosso avião atenderá às necessidades do mercado, combinando tecnologia de ponta com a confiabilidade que nossos clientes esperam”, afirmou o CEO da empresa em comunicado. A expectativa é gerar 5 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de desenvolvimento e produção.
Concorrência e desafios
O segmento de aeronaves de corredor único é dominado por gigantes como Boeing e Airbus, além da canadense Bombardier e da russa Irkut. A brasileira terá que enfrentar barreiras regulatórias e de certificação, além da necessidade de construir uma rede de assistência técnica global.
No entanto, a empresa acredita que seu diferencial competitivo está no foco em rotas regionais e na capacidade de oferecer um produto com menor custo de aquisição e operação. “Temos uma longa história de inovação e excelência em engenharia, e isso nos dá vantagem para entrar nesse mercado”, destacou o diretor de engenharia.



