A Shell anunciou nesta quarta-feira que o Brasil se tornou seu maior polo de produção de petróleo em todo o mundo, superando países como Estados Unidos, Nigéria e Reino Unido. A produção brasileira da petroleira anglo-holandesa atingiu uma média de 450 mil barris por dia no primeiro semestre de 2026, um recorde histórico para a empresa no país.
Produção em alta
O volume representa um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado principalmente pelos campos do pré-sal na Bacia de Santos, onde a Shell opera em parceria com a Petrobras e outras empresas. A empresa também anunciou novos investimentos de US$ 2 bilhões para expandir a produção nos próximos dois anos.
Segundo o presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, o país se consolidou como peça-chave na estratégia global da companhia. "O Brasil é agora o maior produtor de petróleo da Shell no mundo, superando até mesmo o Golfo do México, nos Estados Unidos", afirmou.
Participação no pré-sal
A Shell é a segunda maior operadora privada de petróleo no Brasil, atrás apenas da Petrobras. A empresa detém participações em 12 blocos exploratórios no país, sendo a maioria no pré-sal. Entre os campos de destaque estão o de Mero, onde a Shell tem 19,3% de participação, e o de Búzios, com 10%.
A produção total de petróleo no Brasil deve atingir 4 milhões de barris por dia em 2026, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A Shell contribui com cerca de 11% desse total.
Investimentos e perspectivas
Além dos US$ 2 bilhões anunciados, a Shell planeja investir mais US$ 1 bilhão em projetos de descarbonização e energia renovável no Brasil, incluindo a produção de biocombustíveis e hidrogênio verde. A empresa também estuda a possibilidade de construir uma nova planta de GNL no país.
"O Brasil oferece um ambiente de negócios estável e um potencial gigantesco para o setor de energia. Queremos continuar crescendo aqui", disse o presidente da Shell no Brasil.
Impacto econômico
O aumento da produção da Shell no Brasil deve gerar mais empregos e receitas para o governo. Estima-se que a empresa pague cerca de R$ 30 bilhões em tributos e participações governamentais por ano. A notícia foi bem recebida pelo mercado, com as ações da Petrobras e da Shell subindo na bolsa de valores.
Especialistas apontam que o Brasil pode se tornar um dos maiores produtores de petróleo do mundo nos próximos anos, com a Shell desempenhando um papel fundamental nesse crescimento.



