BGR Asset capta R$42,8 mi para aumentar participação no Prédio da Baleia
BGR capta R$42,8 mi para ampliar fatia no Prédio da Baleia

A BGR Asset, gestora fundada por ex-executivos da BR Properties, concluiu a captação de R$ 42,8 milhões do seu fundo imobiliário BGR B32. Os recursos serão destinados à compra de uma participação adicional no Birmann 32, conhecido como Prédio da Baleia, localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Com a transação, a participação do fundo no imóvel passará de 14,5% para 16%, enquanto o complexo inteiro é avaliado em aproximadamente R$ 2,8 bilhões, o equivalente a R$ 44 mil por metro quadrado.

Estrutura de propriedade e histórico do empreendimento

Na ponta vendedora estava o empresário Rafael Birmann, responsável pela concepção do empreendimento. Após a venda, ele passa a deter 34% do imóvel. Os outros 50% pertencem à Partage, empresa imobiliária da família Dellape Baptista. O prédio de 125 metros de altura tornou-se um símbolo do mercado financeiro paulistano, com a icônica escultura de uma baleia no jardim frontal. O local abriga restaurantes, café e um anfiteatro com vista para a movimentada avenida.

Estratégia de investimento e valorização dos aluguéis

A estratégia da BGR Asset para o Prédio da Baleia teve início em 2024, quando a gestora montou o fundo para captar investimentos de family offices e clientes de altíssima renda. Na ocasião, arrematou 13,5% do imóvel. O objetivo do fundo é reajustar os aluguéis dos inquilinos, acompanhando a evolução do mercado, e vender o ativo no futuro. Nos últimos dois anos, o aluguel no B32 subiu 35%, passando de R$ 260 para R$ 350 por metro quadrado.

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Demanda aquecida na região da Faria Lima

“Já fizemos metade das revisionais de contratos. Nosso foco agora está na outra metade”, conta um dos sócios da BGR, Martin Jaco. “O mercado andou e nós queremos buscar mais valor”, diz, referindo-se ao crescimento das locações e à escassez de espaços vagos em escritórios na região. Um exemplo da demanda aquecida foi a velocidade com que a BGR substituiu o Banco Master no edifício. A instituição ocupava cinco andares e deixou o local após ser liquidada pelo Banco Central. Dois meses depois, o espaço foi ocupado pela Shopee, que já tinha escritório ali e buscava área para expandir. “Já havíamos feito o trabalho antecipado de buscar inquilinos interessados. Quando avisamos que teria espaço vago no B32, a demanda foi três vezes maior”, relembra Jaco. Agora, o grupo está concentrado em alugar os dois únicos andares que estão vagos — o 29º e o 30º. “Estamos em negociação”, completa.

Captação adicional e plano para o Edifício Cidade Jardim

A BGR também concluiu na última semana a captação de R$ 137 milhões de outro fundo, o BGR Cidade Jardim. Os recursos serão usados para concluir a compra anunciada em janeiro de 50% do Edifício Cidade Jardim, um prédio triplo A próximo da Faria Lima. O objetivo ali é similar ao projeto do B32: faturar com a alta dos aluguéis.

Retomada pós-pandemia e crescimento da gestora

“Nos posicionamos mirando investimentos oportunísticos. O mercado de escritórios sofreu bastante durante a pandemia. Só depois começou a se recuperar. Hoje, o setor está voltando a ficar favorável ao proprietário, com vacância baixa”, complementa outro sócio da gestora, André Bergstein. Ao todo, a BGR Asset atingiu R$ 3,5 bilhões em ativos imobiliários sob gestão. A gestora possui veículos com retorno focado na geração de aluguéis e distribuição de dividendos mensais; compra, valorização e venda dos ativos; e veículos híbridos, que combinam as duas estratégias.

Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 06/07/2026, às 18:08. A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.

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