A Aura Minerals (AURA33) reportou um crescimento de 18% na produção de ouro no segundo trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A mineradora produziu 73.500 onças troy entre abril e junho, contra 62.300 onças no segundo trimestre de 2025. O resultado superou as expectativas do mercado, que projetava cerca de 70.000 onças.
Desempenho operacional e fatores de alta
De acordo com a empresa, o aumento foi impulsionado principalmente pela melhora na eficiência operacional nas minas do Brasil e de Honduras. A unidade de Mineração Apoena, em Mato Grosso, registrou um recorde de produção no período, com 28.000 onças. Já a mina de San Andrés, em Honduras, contribuiu com 22.500 onças, um avanço de 12% ante o mesmo trimestre de 2025.
O CEO da Aura, Rodrigo Barbosa, afirmou: "Estamos muito satisfeitos com o desempenho do segundo trimestre, que reflete o sucesso de nossas iniciativas de otimização operacional e o compromisso de nossas equipes. A produção recorde em Apoena é um destaque importante."
Impacto financeiro e perspectivas
A empresa também informou que o custo total por onça (all-in sustaining cost) ficou em US$ 1.050, abaixo dos US$ 1.120 registrados no primeiro trimestre de 2026. A Aura manteve a projeção de produção anual entre 280.000 e 300.000 onças para 2026.
O mercado reagiu positivamente ao anúncio. As ações da Aura Minerals fecharam em alta de 3,5% na B3, cotadas a R$ 28,70. Analistas do BTG Pactual destacaram que o resultado "reforça a tendência de melhora operacional da companhia, com potencial de geração de caixa robusto no segundo semestre".
Contexto setorial
O setor de mineração de ouro tem se beneficiado da alta do metal, que atingiu recordes históricos em 2026, superando US$ 2.400 a onça. A Aura, que também produz cobre e prata, planeja investir US$ 50 milhões em exploração e expansão ainda este ano.



