Assessoria de imprensa ganha força em meio à disputa por atenção e confiança
Assessoria de imprensa ganha força com disputa por atenção

Em um cenário de saturação informacional e crescente desconfiança do público, a assessoria de imprensa emerge como ferramenta estratégica indispensável para empresas, organizações e figuras públicas que buscam se destacar e consolidar credibilidade. A demanda por serviços de comunicação institucional cresceu significativamente nos últimos anos, impulsionada pela necessidade de navegar em um ecossistema midiático fragmentado e por vezes hostil.

O papel da assessoria na era da desinformação

De acordo com levantamento recente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABCE), 78% das empresas de médio e grande porte no Brasil já contam com algum tipo de assessoria de imprensa, seja interna ou terceirizada. O número representa um aumento de 15 pontos percentuais em relação a 2020. "A assessoria de imprensa deixou de ser um luxo para se tornar uma necessidade básica de sobrevivência reputacional", afirma Carlos Mendes, diretor-executivo da ABCE.

A explosão de canais digitais e a velocidade com que informações falsas se propagam tornaram o trabalho de mediação entre fontes e jornalistas ainda mais crítico. "Vivemos uma crise de atenção e de confiança. As pessoas não sabem mais em quem acreditar. A assessoria de imprensa atua justamente como um filtro qualificado, ajudando a levar informação correta e contextualizada para a imprensa e, consequentemente, para o público", explica Mendes.

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Disputa por visibilidade e credibilidade

A competição por espaço na mídia tradicional e digital se intensificou. Com a redução das redações e o aumento do volume de releases e pitches recebidos diariamente, os jornalistas passaram a depender mais de fontes confiáveis e bem preparadas. Nesse contexto, a assessoria de imprensa profissionalizada oferece não apenas conteúdo relevante, mas também agilidade e precisão na resposta a crises.

"Uma empresa sem assessoria de imprensa está, na prática, terceirizando sua narrativa para terceiros não especializados. Isso é um risco enorme", alerta o especialista. Ele cita o exemplo de uma crise recente no setor alimentício, onde a rápida atuação da assessoria evitou que um boato infundado se transformasse em um escândalo nacional. "Em menos de duas horas, a equipe de comunicação conseguiu fornecer dados técnicos e esclarecimentos à imprensa, abortando a crise pela raiz."

Serviços vão além do release tradicional

O escopo da assessoria de imprensa moderna se expandiu. Além do envio de releases e do agendamento de entrevistas, profissionais da área atuam na gestão de redes sociais corporativas, no monitoramento de menções à marca, na produção de conteúdo para blogs e sites institucionais, e no treinamento de porta-vozes. "O assessor de imprensa hoje é um consultor de comunicação estratégica. Ele precisa entender de negócios, de relações públicas e de marketing digital", destaca Mendes.

Segundo dados da ABCE, o faturamento do setor de assessoria de imprensa no Brasil cresceu 22% em 2025, atingindo R$ 4,5 bilhões. A expectativa para 2026 é de crescimento adicional de 12%, impulsionado principalmente por empresas de tecnologia, saúde e varejo.

Confiança como ativo intangível

Em um mundo onde a confiança se tornou o ativo mais valioso de uma marca, a assessoria de imprensa se consolida como ponte entre a organização e a sociedade. "A confiança não se compra, se constrói. E a assessoria de imprensa é uma das ferramentas mais eficientes para essa construção", conclui Carlos Mendes.

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