Apollo compra fatia em negócio de contraceptivos da Bayer por €3 bi
Apollo compra fatia em contraceptivos da Bayer por €3 bi

A Apollo Global Management, gestora de ativos americana, fechou um acordo para adquirir uma participação de 25% no negócio de contraceptivos da Bayer, por aproximadamente €3 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões). A transação avalia a unidade de saúde feminina da farmacêutica alemã em €12 bilhões, segundo comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira.

Detalhes da transação e impacto financeiro

O negócio envolve a venda de uma fatia minoritária da divisão que engloba produtos como o DIU Mirena e o implante contraceptivo Nexplanon. A Bayer manterá o controle operacional da unidade, que gerou receita de €2,1 bilhões em 2025. A Apollo pagará €2,6 bilhões à vista e assumirá €400 milhões em dívidas da Bayer, conforme fontes próximas à negociação.

A farmacêutica alemã afirmou que os recursos serão usados para reduzir sua dívida líquida, que atingiu €34,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026. "Esta parceria fortalece nosso balanço e nos permite focar em inovação em áreas estratégicas", disse Werner Baumann, CEO da Bayer, em nota.

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Estratégia da Apollo e contexto de mercado

A Apollo tem ampliado investimentos no setor de saúde, apostando em ativos com fluxo de caixa estável. O segmento de contraceptivos é visto como resiliente, com demanda global crescente. "A divisão de saúde feminina da Bayer tem marcas líderes e forte potencial de crescimento", afirmou Marc Rowan, CEO da Apollo, em comunicado.

A transação ocorre em meio a um movimento de desalavancagem da Bayer, que enfrenta pressão de investidores após a aquisição da Monsanto em 2018. A empresa já vendeu ativos de cuidados com a pele e está avaliando a venda de sua unidade de medicamentos de venda livre. "Este acordo é um passo importante para simplificar nosso portfólio", acrescentou Baumann.

Próximos passos e perspectivas

A conclusão da venda está prevista para o quarto trimestre de 2026, sujeita a aprovações regulatórias. A Apollo terá direito a um assento no conselho da unidade de contraceptivos, mas a Bayer manterá o controle das operações e decisões estratégicas. Analistas do Credit Suisse estimam que o negócio pode abrir caminho para uma oferta pública inicial (IPO) da unidade no futuro.

A participação da Apollo não inclui os ativos de fertilidade da Bayer, como o tratamento de reprodução assistida. A gestora também não terá acesso a dados confidenciais de pesquisa e desenvolvimento da farmacêutica. "A Apollo é um parceiro de longo prazo que respeita nossa governança", afirmou a Bayer.

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