A Alphabet, holding que controla o Google, reportou lucro líquido de US$ 112 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita total atingiu US$ 350 bilhões, impulsionada pelo crescimento contínuo dos negócios de publicidade digital e computação em nuvem.
Destaques financeiros
O lucro por ação foi de US$ 89, superando as expectativas dos analistas, que projetavam US$ 82. As ações da empresa subiram 4% nas negociações após o fechamento do mercado. O segmento de anúncios do Google gerou US$ 280 bilhões em receita, alta de 22% ano a ano, enquanto o Google Cloud contribuiu com US$ 45 bilhões, um salto de 35%.
Investimentos em inteligência artificial
O CEO Sundar Pichai destacou os investimentos em inteligência artificial: "Nossos investimentos em IA estão gerando retornos significativos, tanto em eficiência operacional quanto em novos produtos. O Gemini, nosso modelo de linguagem, já está integrado a mais de 20 produtos Google." A empresa gastou US$ 30 bilhões em capex no trimestre, principalmente em data centers e infraestrutura de IA.
Desempenho por segmento
O YouTube também teve desempenho forte, com receita publicitária de US$ 40 bilhões, alta de 18%. Outras apostas, como Waymo (carros autônomos) e Verily (saúde), registraram perdas operacionais de US$ 2 bilhões, mas a empresa afirmou que espera redução gradual dessas perdas. O segmento de assinaturas, plataformas e dispositivos (incluindo YouTube Premium, Google One e Pixel) gerou US$ 25 bilhões, crescimento de 14%.
Perspectivas
Para o terceiro trimestre, a Alphabet projeta receita entre US$ 355 bilhões e US$ 365 bilhões. A empresa também anunciou um programa de recompra de ações de US$ 100 bilhões e um dividendo trimestral de US$ 0,50 por ação. O CFO Ruth Porat afirmou: "Estamos confiantes em nossa capacidade de gerar fluxo de caixa livre robusto, mesmo com os altos investimentos em IA."



