Ações da Yum Brands caem com investigação de surto ligado ao Taco Bell
Ações da Yum Brands caem com surto de ciclosporíase

As ações da Yum Brands, controladora do Taco Bell, caíram mais de 2% nesta terça-feira, após o Washington Post noticiar que autoridades sanitárias federais e estaduais investigam se a alface servida na rede pode estar associada a um surto de ciclosporíase, doença intestinal que causa diarreia, náusea e outros sintomas gastrointestinais.

Casos em ascensão nos EUA

Os casos da doença têm aumentado constantemente nos últimos meses em todo o país. Trinta e quatro estados relataram casos, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC). Até 13 de julho, os casos confirmados em laboratório chegaram a 1.645, um aumento de mais de 800 casos em relação à semana anterior. O surto, que começou em 1º de maio, está concentrado em Michigan, embora Ohio e Nova York também registrem números elevados.

Investigação e precauções

“As autoridades de saúde pública não confirmaram uma ligação com a Taco Bell ou com qualquer ingrediente, fornecedor, restaurante ou varejista específico”, afirmou a Taco Bell em comunicado. A rede acrescentou que retirou voluntária e temporariamente alguns ingredientes em restaurantes selecionados como medida de precaução e continuará monitorando a situação, seguindo as orientações das autoridades.

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O Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Michigan (MDHHS) afirmou, na segunda-feira (13), que investigações iniciais apontam para alface ou folhas de salada como possível fonte do surto. No Brooklyn, um repórter da Reuters observou que grandes redes de supermercados e fast-food, incluindo o Taco Bell, não haviam afixado avisos nem retirado produtos das prateleiras. A maioria das pessoas nas lojas e calçadas também não tinha ouvido falar do surto, embora a funcionária de escritório Dee Stephens, que estava do lado de fora do Taco Bell na Bushwick Avenue, tenha dito que planejava evitar a alface.

Impacto em vendas e ações

Surtos de doenças transmitidas por alimentos podem pesar fortemente sobre as ações de restaurantes. O McDonald’s foi alvo de escrutínio durante um surto de ciclosporíase relacionado a saladas em 2018, enquanto o Chipotle Mexican Grill enfrentou uma série de graves surtos de E. coli e norovírus em vários estados, prejudicando vendas e o preço das ações.

“A percepção é tão importante quanto os fatos nas fases iniciais de uma investigação de segurança alimentar. Mesmo uma ligação não confirmada a uma doença transmitida por alimentos pode fazer com que os consumidores repensem onde vão comer”, disse Zak Stambor, analista da eMarketer. “Mesmo que a rede seja, no fim das contas, inocentada, a investigação pode lançar uma sombra sobre a marca e pesar nas vendas no curto prazo”, acrescentou.

Hospitalizações e transmissão

As infecções em todo o país resultaram em 141 hospitalizações até 13 de julho, de acordo com o CDC. Nenhuma morte foi registrada. O CDC informou que também tem conhecimento de mais de 5.100 casos adicionais que exigem análise e confirmação mais aprofundadas. A ciclosporíase pode ser contraída pelo consumo de alimentos — geralmente frutas e vegetais crus — ou água contaminada com fezes, conforme o CDC.

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