A Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC) aprovou um investimento de US$ 6,2 bilhões no projeto de gás Umm Shaif, localizado nos Emirados Árabes Unidos. O anúncio foi feito nesta terça-feira (21) e faz parte da estratégia da estatal para aumentar a produção de gás natural em 30% até 2030.
Detalhes do investimento
O projeto Umm Shaif é um dos maiores campos de gás do país e tem capacidade para produzir até 1,2 bilhão de pés cúbicos padrão de gás por dia (Bscfd). O investimento de US$ 6,2 bilhões será destinado ao desenvolvimento de novas infraestruturas, incluindo plataformas de perfuração, dutos e instalações de processamento. A ADNOC espera que o projeto entre em operação em 2028.
Impacto na produção de gás
Com esse investimento, a ADNOC prevê aumentar sua produção total de gás natural de 10 Bscfd para 13 Bscfd até o final da década. O gás extraído será utilizado tanto para atender à demanda doméstica quanto para exportação, especialmente para mercados asiáticos. Segundo o CEO da ADNOC, Sultan Al Jaber, "o projeto Umm Shaif é fundamental para garantir a segurança energética dos Emirados Árabes Unidos e para apoiar a transição energética global, fornecendo gás natural como combustível de baixa emissão".
Contexto energético
O anúncio ocorre em meio a um aumento global na demanda por gás natural, impulsionado pela recuperação econômica pós-pandemia e pela busca por fontes de energia mais limpas em comparação ao carvão e ao petróleo. Os Emirados Árabes Unidos, como membro da Opep, têm buscado diversificar sua economia e reduzir a dependência do petróleo, investindo fortemente em gás natural e energias renováveis. O projeto Umm Shaif também está alinhado com a Estratégia de Energia 2050 do país, que visa aumentar a participação de energia limpa na matriz energética para 50%.
Números e expectativas
Além do aumento na produção, o projeto deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos durante a fase de construção e operação. A ADNOC estima que o investimento contribuirá com cerca de US$ 20 bilhões para o PIB dos Emirados Árabes Unidos ao longo dos próximos 30 anos. A empresa também planeja utilizar tecnologias de captura de carbono para reduzir as emissões do projeto, em linha com sua meta de reduzir a intensidade de carbono de suas operações em 25% até 2030.



