Abiquim cobra agilidade na regulamentação do crédito de carbono soberano
Abiquim cobra rapidez na regulamentação do crédito de carbono

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) cobrou do governo federal rapidez na regulamentação do mercado de crédito de carbono no Brasil, durante evento realizado nesta quinta-feira. A entidade defende que a demora na definição das regras pode comprometer a competitividade do setor e afastar investimentos estrangeiros voltados à economia de baixo carbono.

Urgência na regulamentação

Segundo a Abiquim, o Brasil possui potencial para se tornar um dos maiores players globais no mercado de créditos de carbono, mas a falta de um marco regulatório claro atrasa a participação das empresas brasileiras. “Precisamos de regras claras e rápidas para que o setor químico possa contribuir com a descarbonização e, ao mesmo tempo, gerar receitas com a venda de créditos”, afirmou o presidente da associação, Fernando Figueiredo.

Impacto na indústria e no meio ambiente

A indústria química é uma das que mais emitem gases de efeito estufa, e a regulamentação permitiria que as empresas investissem em tecnologias limpas e compensassem emissões. Estima-se que o mercado global de créditos de carbono possa movimentar US$ 50 bilhões até 2030, e o Brasil poderia capturar até 10% desse valor, segundo dados da Abiquim.

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Próximos passos

A associação entregou um documento ao Ministério do Meio Ambiente com propostas para acelerar a regulamentação, incluindo a definição de metodologias de certificação e a criação de um registro nacional de créditos. “O Brasil não pode perder o bonde da história. Outros países já estão avançados, e precisamos agir agora”, completou Figueiredo.

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