Em um ano desafiador para os fundos multimercados, apenas cinco conseguiram superar o CDI. O feito raro chama a atenção de investidores que buscam alternativas à renda fixa tradicional. Segundo análise da XP, esses fundos compartilham características como exposição a ativos de crédito privado e estratégias de hedge cambial.
O que os fundos vencedores têm em comum?
Os cinco fundos que bateram o CDI no ano apresentam, em sua maioria, alocação em crédito privado de alta qualidade e gestão ativa de duration. Além disso, todos utilizam derivativos para proteção contra oscilações cambiais. "A combinação de crédito bem selecionado com hedge cambial foi o diferencial", afirma analista da XP.
Desempenho do mercado
Enquanto isso, o Ibovespa futuro opera em alta, impulsionado pelo alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã e pela queda do petróleo. O dólar ronda a estabilidade, com o mercado monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O petróleo zerou a alta após declarações do ministro do Irã sobre negociações com os EUA.
Projeções econômicas
O mercado reduziu a projeção do IPCA para 2026 pela terceira semana consecutiva, segundo o boletim Focus. A mediana das expectativas para a inflação caiu para 3,8%, ante 3,9% na semana anterior. A Selic permanece em 14,25% ao ano, com expectativa de manutenção até o fim de 2026.
Outros destaques
O BRB, Raízen, Helbor e Casas Bahia estão entre as ações para acompanhar nesta segunda-feira. A Raízen recebeu prazo da B3 até março de 2027 para reenquadrar suas ações acima de R$ 1. No cenário internacional, a desvalorização da moeda do Irã bateu recorde, com 1,95 milhão de riais por dólar. O prêmio Nobel Paul Krugman afirmou que as tarifas de Trump visam punir o Pix, mas dificilmente terão efeito prático.



