Postura em redes sociais afeta reputação profissional, mostra pesquisa
Redes sociais e reputação profissional: pesquisa revela impacto

Uma pesquisa realizada pela Dino, plataforma de soluções para pequenas e médias empresas, revelou que a postura dos profissionais nas redes sociais tem influência direta sobre sua reputação no mercado de trabalho. O estudo aponta que 78% dos recrutadores consultam os perfis sociais dos candidatos durante processos seletivos, e que conteúdos inadequados podem ser decisivos para a eliminação de um candidato.

Comportamento online sob escrutínio

De acordo com o levantamento, 62% dos recrutadores já deixaram de contratar um candidato por causa de postagens consideradas problemáticas. Entre os conteúdos que mais geram rejeição estão comentários ofensivos, fotos em situações constrangedoras e posicionamentos políticos radicais. “As redes sociais são uma extensão do currículo. O que você publica reflete seus valores e sua maturidade profissional”, afirma Carlos Eduardo Silva, CEO da Dino.

Oportunidades também surgem nas redes

Por outro lado, a pesquisa indica que uma presença digital positiva pode abrir portas. 45% dos recrutadores afirmaram que já convidaram candidatos para entrevistas após encontrar perfis profissionais bem construídos, com conteúdo relevante para a área de atuação. “Publicar artigos, comentar temas do setor e mostrar engajamento em causas sérias são atitudes que valorizam o profissional”, complementa Silva.

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O estudo também mostrou que as plataformas mais consultadas pelos recrutadores são LinkedIn (89%), Instagram (54%) e Facebook (38%). O Twitter (agora X) aparece em quarto lugar, com 22%.

Dicas para uma boa imagem digital

A Dino recomenda que profissionais revisem regularmente suas configurações de privacidade, evitem postagens impulsivas e mantenham um tom respeitoso mesmo em discussões acaloradas. “Uma regra simples: se você não diria algo em uma reunião de trabalho, também não deveria publicar online”, orienta o CEO.

Para quem está em transição de carreira ou buscando o primeiro emprego, a pesquisa sugere criar conteúdo que demonstre conhecimento técnico e soft skills, como trabalho em equipe e liderança. A frequência de postagens também é relevante: perfis atualizados semanalmente têm 30% mais chances de serem notados.

Impacto para empresas

Do lado corporativo, 70% das empresas afirmaram que monitoram as redes sociais de seus funcionários para proteger a marca. Casos de colaboradores que publicam opiniões polêmicas ou informações confidenciais podem resultar em advertências ou até demissão. “A linha entre vida pessoal e profissional está cada vez mais tênue. As empresas esperam que seus funcionários representem seus valores também fora do expediente”, conclui Silva.

A pesquisa da Dino ouviu 1.200 profissionais de RH e 800 candidatos entre janeiro e março de 2026, em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

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