Acre gera 848 empregos em maio, mas ritmo desacelera
Acre gera 848 empregos em maio, mas ritmo desacelera

O Acre desacelerou o ritmo de geração de empregos, mas manteve o saldo positivo em maio. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na última terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram que o estado abriu 848 postos de trabalho com carteira assinada no período. O resultado é fruto de 4.780 admissões e 3.932 desligamentos, uma diferença de 848 vagas.

Apesar de permanecer no campo positivo, o saldo ficou abaixo do registrado nos dois meses anteriores, quando o estado criou 1.066 empregos formais em março e 1.002 em abril. Com o desempenho de maio, o estado contabilizou 111.284 vínculos formais ativos, segundo o levantamento.

Setor de serviços lidera, mas perde força

O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos no estado. Ao todo, foram 2.288 admissões e 1.819 desligamentos, o que resultou em um saldo positivo de 469 vagas, mais da metade de todos os postos de trabalho criados em maio. Na comparação com abril, o setor de serviços continuou liderando a geração de vagas, mas perdeu força ao passar de 798 para 469 empregos formais.

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Desempenho dos demais setores

Os demais setores fecharam o mês com os seguintes saldos: Construção: saldo de 141 vagas, com 532 admissões e 391 desligamentos; Comércio: saldo de 94 empregos, após 1.373 admissões e 1.279 desligamentos; Indústria: saldo de 92 vagas, resultado de 373 admissões e 281 desligamentos; Agropecuária: saldo de 55 postos de trabalho, com 214 contratações e 159 desligamentos.

A construção civil apresentou leve retração, reduzindo o saldo de 160 para 141 vagas. Por outro lado, a indústria apresentou recuperação. Depois de fechar abril com saldo negativo de 40 postos de trabalho, o setor voltou a contratar mais do que demitir e encerrou maio com 92 vagas positivas. O comércio também ampliou o desempenho, passando de 63 para 94 empregos, enquanto a agropecuária aumentou o saldo de 21 para 55 vagas.

Homens lideram contratações

Os homens responderam pela maior parte das admissões registradas no estado em maio. Foram 2.777 contratações e 2.300 desligamentos, o que resultou em saldo positivo de 477 empregos. Entre as mulheres, o Caged registrou 2.003 admissões e 1.632 desligamentos, encerrando o mês com saldo positivo de 371 vagas formais.

Rio Branco concentra 89% das vagas

Rio Branco foi o município que mais contribuiu para o saldo positivo do Acre em maio. A capital registrou 3.438 admissões e 2.681 desligamentos, encerrando o mês com saldo de 757 empregos, o equivalente a cerca de 89% de todas as vagas formais criadas no estado. O segundo melhor desempenho foi o de Sena Madureira, com 121 vagas, seguido por Brasiléia (29), Xapuri (28) e Jordão (23).

Em contrapartida, 13 municípios registraram mais desligamentos do que admissões. O pior resultado foi o de Feijó, que encerrou o mês com saldo negativo de 41 vagas, seguido por Senador Guiomard (-31) e Tarauacá (-17). Também tiveram saldo negativo Epitaciolândia (-9), Plácido de Castro (-9), Bujari (-8), Mâncio Lima (-7), Cruzeiro do Sul (-4), Porto Acre (-3), Rodrigues Alves (-3), Manoel Urbano (-2), Porto Walter (-1) e Santa Rosa do Purus (-1).

Cenário nacional

A economia brasileira gerou 73 mil empregos formais em maio deste ano. Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas em maio 2,2 milhões de contratações e 2,13 milhões de demissões. O resultado representa recuo de 52,3% em relação a maio de 2025 — quando foram criados cerca de 153,1 mil empregos com carteira assinada. Esse também foi o pior resultado para meses de maio desde 2020, ou seja, em seis anos.

Os dados do Caged consideram os trabalhadores com carteira assinada, não incluindo os informais. Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo IBGE, coletados por meio da Pnad. Segundo dados oficiais, a taxa de desemprego no Brasil foi de 5,6% no trimestre encerrado em maio, a menor da série histórica para esse período.

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