Os juros futuros no Brasil iniciaram a sessão desta quarta-feira em alta, refletindo a nova rodada de valorização do petróleo no mercado internacional. O movimento ocorre em meio a preocupações com a inflação global e seus impactos na política monetária doméstica.
Impacto da alta do petróleo nos juros futuros
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu 0,05 ponto percentual, para 12,45% ao ano, enquanto o DI para janeiro de 2029 avançou 0,07 ponto, a 12,18% ao ano. A alta do petróleo, que ultrapassou os US$ 80 por barril, pressiona as expectativas de inflação, já que o insumo impacta diretamente os custos de produção e transporte.
Contexto macroeconômico e reação do mercado
O mercado também monitora a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos e a reunião do Federal Reserve, que podem sinalizar o ritmo de aperto monetário. No Brasil, a ata do Copom, divulgada na terça-feira, reforçou a postura cautelosa do Banco Central, que mantém a Selic em 10,50% ao ano.
Segundo analistas do mercado, a combinação de petróleo mais caro e incertezas fiscais domésticas eleva o prêmio de risco nos juros futuros. "A alta do petróleo adiciona pressão inflacionária, o que pode postergar cortes na Selic", afirmou um economista de um banco de investimentos, sob condição de anonimato.
Perspectivas para os próximos dias
Investidores aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que pode dar novas direções ao mercado de juros. Se a inflação vier acima do esperado, as taxas futuras podem continuar subindo.
No cenário externo, a valorização do petróleo também é impulsionada por cortes de produção da Opep+ e pela demanda aquecida na China. Esse cenário deve manter a volatilidade nos mercados de juros nos próximos dias.



