Bitcoin é o pior investimento do semestre; veja razões e expectativas
Bitcoin pior investimento do semestre; veja razões

O Bitcoin registrou o pior desempenho entre os principais investimentos no primeiro semestre de 2025, com queda acumulada de aproximadamente 45%. A criptomoeda enfrentou uma combinação de fatores que levaram ao tombo, incluindo o aperto monetário global, a concorrência de ativos tradicionais e a falta de catalisadores positivos.

Três razões para a queda do Bitcoin

De acordo com analistas do mercado financeiro, o primeiro motivo é o aumento das taxas de juros nos Estados Unidos e em outras economias desenvolvidas. Com juros mais altos, investidores migram para ativos de renda fixa, reduzindo o apetite por risco. O segundo fator é a concorrência de outros ativos, como o ouro, que atingiu máximas históricas e atraiu capital que antes poderia ir para o Bitcoin. Por fim, a falta de notícias positivas regulatórias ou institucionais, como a aprovação de ETFs de Bitcoin à vista nos EUA, já foi precificada, e o mercado busca novos estímulos.

Impacto no mercado de criptomoedas

A desvalorização do Bitcoin arrastou todo o mercado de criptomoedas. Ethereum, a segunda maior criptomoeda, caiu cerca de 50% no mesmo período. Altcoins menores sofram perdas ainda mais expressivas. O volume de negociação nas principais exchanges também diminuiu, indicando menor participação de investidores.

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“O Bitcoin está passando por uma correção severa, mas isso não é inédito. Em ciclos anteriores, a criptomoeda já caiu mais de 80% e depois se recuperou”, afirma João Pedro, analista de criptoativos da XP Investimentos. “O problema atual é que o cenário macroeconômico não favorece ativos de risco, e isso pode se prolongar.”

O que esperar para o futuro

Especialistas divergem sobre o futuro do Bitcoin. Alguns acreditam que a criptomoeda pode se recuperar com a redução das taxas de juros, prevista para 2026. Outros apontam que a concorrência de ativos como o ouro e a regulação mais rígida podem limitar o potencial de alta.

No curto prazo, a expectativa é de volatilidade. O halving, evento que reduz a recompensa dos mineradores pela metade, ocorreu em abril de 2024, e historicamente impulsiona o preço do Bitcoin nos meses seguintes. No entanto, o efeito pode ter sido atenuado pelo cenário macroeconômico adverso.

“O Bitcoin ainda é um ativo especulativo e de alto risco. Investidores devem ter cautela e diversificar suas carteiras”, recomenda Maria Silva, economista-chefe do Banco ABC. “Não é um investimento para quem busca segurança.”

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