Bitcoin é o pior investimento do semestre: veja três razões para o tombo
Bitcoin é o pior investimento do semestre: três razões

O Bitcoin registrou o pior desempenho entre os principais ativos financeiros no primeiro semestre de 2026, com uma queda acumulada de 45%, segundo dados do mercado. A criptomoeda, que chegou a ser negociada acima de US$ 100 mil no início do ano, agora patina na faixa dos US$ 55 mil, pressionada por uma combinação de fatores macroeconômicos e regulatórios.

Juros altos nos EUA e fuga de risco

O principal fator apontado por analistas é a manutenção de juros elevados nos Estados Unidos, com o Federal Reserve mantendo a taxa básica entre 5,25% e 5,50%. Isso torna ativos de risco, como criptomoedas, menos atrativos em comparação com renda fixa. "O Bitcoin sofre com a concorrência dos títulos do Tesouro americano, que pagam mais de 5% ao ano com segurança", explica André Franco, analista de criptomoedas do Mercado Bitcoin.

Regulação mais dura

Outro motivo é o avanço da regulação global. A SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) intensificou ações contra exchanges e projetos de criptomoedas, enquanto a União Europeia implementou o MiCA (Markets in Crypto-Assets), que impõe regras mais rígidas. "A incerteza regulatória afugenta investidores institucionais, que ainda representam uma parcela pequena do mercado", afirma Maria Silva, economista da XP Investimentos.

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Migração para renda fixa e ativos tradicionais

Com a inflação global em queda e juros reais positivos em diversos países, investidores têm migrado para aplicações conservadoras. No Brasil, o CDI acumula alta de 6,5% no semestre, enquanto o Bitcoin amarga perdas. "O investidor médio prefere segurança neste momento de incerteza geopolítica e econômica", completa Franco.

O que esperar para o segundo semestre

Especialistas divergem sobre o futuro do Bitcoin. Otimistas apostam em um possível halving em 2028 como catalisador de alta, enquanto pessimistas veem espaço para mais quedas. "Se os juros americanos não caírem, o Bitcoin pode testar o suporte dos US$ 40 mil", projeta Silva. Por enquanto, a recomendação é cautela com exposição a criptomoedas.

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