O Bitcoin (BTC) registrou queda de 3,2% nesta segunda-feira (13), cotado a US$ 62.350, refletindo o aumento das tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. Apesar do recuo, a criptomoeda mantém-se acima do patamar psicológico de US$ 62 mil, considerado um suporte importante por analistas.
Impacto das tensões no Estreito de Ormuz
O mercado de criptomoedas foi impactado por relatos de que forças navais iranianas realizaram manobras próximas a navios comerciais no Estreito de Ormuz, elevando o risco de interrupção no fornecimento de petróleo. A região responde por cerca de 20% do tráfego global de petróleo, e qualquer ameaça à navegação tende a gerar aversão ao risco entre investidores.
“A incerteza geopolítica sempre pesa sobre ativos de risco como o Bitcoin. Investidores migram para portos seguros, como ouro e títulos do Tesouro dos EUA”, afirmou João Pedro Oliveira, analista da corretora Mercado Bitcoin.
Suporte técnico e perspectivas
O nível de US$ 62 mil é visto como uma barreira técnica crucial. Caso seja rompido, o Bitcoin poderia testar a faixa de US$ 58 mil a US$ 60 mil, onde se concentram ordens de compra. No entanto, a manutenção do patamar indica que o mercado ainda não entrou em pânico.
Dados da plataforma CoinGlass mostram que mais de US$ 150 milhões em posições longas foram liquidados nas últimas 24 horas, sugerindo que a queda foi abrupta, mas não suficiente para desencadear um movimento mais amplo de vendas.
Contexto macroeconômico
Além do fator geopolítico, o Bitcoin também sofre pressão de expectativas de alta nos juros americanos. O mercado precifica 75% de chance de um novo aumento de 0,75 ponto percentual na reunião do Federal Reserve em setembro, o que fortalece o dólar e reduz o apetite por ativos voláteis.
“O Bitcoin está em uma encruzilhada: de um lado, a geopolítica e os juros; do outro, a adoção institucional e a escassez programada”, ponderou Oliveira.
A capitalização total do mercado de criptomoedas recuou 2,8% nas últimas 24 horas, para US$ 1,12 trilhão, segundo o CoinMarketCap.



