Bitcoin sobe a US$ 65 mil com alívio no petróleo, mas Fed limita otimismo
Bitcoin a US$ 65 mil: alívio no petróleo, mas Fed freia ganhos

O Bitcoin alcançou a marca de US$ 65.000 nesta terça-feira, impulsionado por um alívio nos preços do petróleo que trouxe otimismo aos mercados globais. A commodity registrou queda de mais de 5% após sinais de aumento da oferta, o que reduziu temores inflacionários e elevou o apetite por ativos de risco, incluindo as criptomoedas.

Petróleo em queda aquece criptomoedas

A desvalorização do petróleo ocorreu em meio a relatos de que a Arábia Saudita e outros membros da Opep+ consideram aumentar a produção. Isso aliviou as preocupações com uma escalada nos custos de energia, que vinham pressionando a inflação global. Com isso, o Bitcoin encontrou suporte para romper a resistência dos US$ 64.000 e acelerar os ganhos.

Dados do mercado mostram que o volume de negociações nas principais exchanges subiu 30% nas últimas 24 horas, com destaque para a compra por investidores institucionais. “O movimento reflete uma busca por proteção contra a inflação, mas também uma aposta em ativos com potencial de alta no curto prazo”, afirmou o analista de criptomoedas do banco XP, Marcos Carvalho.

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Fed limita otimismo com tom hawkish

Apesar do avanço, os ganhos do Bitcoin foram limitados por declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que reiterou a necessidade de manter os juros elevados por mais tempo. Ele destacou que a inflação ainda não está sob controle e que o banco central americano não hesitará em subir a taxa de juros novamente se necessário.

Powell afirmou, em evento em Washington, que “a economia continua resiliente e o mercado de trabalho apertado, o que exige cautela na política monetária”. A fala provocou uma leve realização de lucros no Bitcoin, que recuou para a faixa de US$ 64.800 no final da tarde, mas ainda acumula alta de 8% na semana.

Impacto no mercado de criptomoedas

A valorização do Bitcoin também influenciou outras criptomoedas. O Ethereum subiu 4%, para US$ 3.450, enquanto a Solana avançou 6%, para US$ 145. O movimento ocorre em um contexto de incerteza macroeconômica, mas com sinais de que os investidores estão dispostos a assumir riscos novamente.

Especialistas alertam, no entanto, que o mercado de criptomoedas permanece volátil e sujeito a oscilações bruscas. “A alta de hoje foi técnica, mas o cenário de juros altos por mais tempo pode limitar o potencial de valorização”, disse a economista-chefe da gestora de ativos Digitall, Letícia Almeida. Segundo ela, o Bitcoin deve encontrar suporte em US$ 60.000 e resistência em US$ 68.000 no curto prazo.

O mercado monitora agora os próximos dados de inflação nos Estados Unidos, que podem dar pistas sobre os próximos passos do Fed. Enquanto isso, a criptomoeda líder se beneficia do alívio no petróleo, mas sem deixar de lado os riscos trazidos pela política monetária.

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