Varejo cai 1,5% em abril, puxado por queda em combustíveis
Varejo cai 1,5% em abril; combustíveis recuam 6,2%

O comércio varejista brasileiro surpreendeu negativamente ao registrar uma retração de 1,5% em abril na comparação com março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou bem acima da queda de 0,6% esperada por analistas consultados pelo Valor Data, indicando um desempenho mais fraco do setor.

Combustíveis e lubrificantes lideram as perdas

O principal fator para o recuo foi a forte diminuição nas vendas de combustíveis e lubrificantes, que caíram 6,2% no mês. Essa atividade tem grande peso no índice e influenciou diretamente o resultado negativo do varejo como um todo.

Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, seis apresentaram queda em abril. Além dos combustíveis, os setores de móveis e eletrodomésticos, tecidos, vestuário e calçados, artigos farmacêuticos, livros e equipamentos de informática também tiveram desempenho negativo.

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Hipermercados e alimentos em alta

Em contrapartida, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou crescimento de 1,3% no período, ajudando a conter uma queda ainda maior. Outras atividades como equipamentos de escritório e material de construção também mostraram ligeira alta.

No acumulado dos últimos 12 meses, o varejo brasileiro mantém alta de 1,5%, o que sugere que, apesar da oscilação mensal, a tendência de longo prazo ainda é positiva. No entanto, a queda mensal acende um alerta para a recuperação econômica do país.

O resultado de abril reforça a percepção de que o consumo das famílias ainda enfrenta desafios, como juros elevados e endividamento, que podem continuar pressionando o setor nos próximos meses.

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