Renda fixa com CDI+5% vira febre, mas exige cautela; veja riscos
Renda fixa com CDI+5% vira febre, mas exige cautela

Uma nova febre tomou conta do mercado de renda fixa no Brasil: títulos que pagam até CDI+5% estão atraindo investidores em busca de retornos elevados. No entanto, especialistas alertam que é preciso cautela, pois esses papéis geralmente vêm com riscos maiores, especialmente de crédito e liquidez.

O que está por trás dos rendimentos altos?

Esses títulos são emitidos por empresas de médio porte ou instituições financeiras menores, que precisam oferecer prêmios mais altos para atrair capital. Em um cenário de juros ainda elevados, a taxa CDI (que gira em torno de 10,5% ao ano) somada a 5 pontos percentuais resulta em um retorno bruto de cerca de 15,5% ao ano. Porém, o risco de calote é real, especialmente em setores mais fragilizados.

Riscos que não podem ser ignorados

O principal risco é o de crédito: se a empresa emissora enfrentar dificuldades financeiras, pode não honrar o pagamento dos juros ou do principal. Além disso, muitos desses títulos têm baixa liquidez no mercado secundário, dificultando a venda antecipada em caso de necessidade. “O investidor precisa entender que retorno maior sempre vem acompanhado de risco maior”, afirma Carlos Alberto, analista da XP Investimentos.

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Dicas para investir com segurança

Para quem deseja aproveitar essas oportunidades, a recomendação é diversificar, alocar apenas uma parcela pequena do portfólio e preferir títulos com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), no caso de CDBs, ou com rating de crédito elevado. Também é importante verificar o prazo de vencimento e a reputação da emissora.

Em resumo, a febre da renda fixa com CDI+5% pode ser uma boa alternativa para aumentar a rentabilidade, desde que o investidor esteja ciente dos riscos e tome as precauções necessárias.

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