A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em sessão extraordinária, um projeto de lei que autoriza o governo local a contratar um empréstimo de R$ 6,5 bilhões para socorrer o Banco de Brasília (BRB). O montante será destinado a cobrir o rombo decorrente de transações financeiras realizadas com o Banco Master, que geraram um passivo significativo para a instituição pública.
Detalhes da operação
O empréstimo, que conta com fiança de grandes bancos privados, será utilizado para recompor o caixa do BRB e garantir sua liquidez. A operação ainda depende da sanção da governadora Celina Leão, que tem até 15 dias úteis para aprovar ou vetar o texto. Caso sancionado, o governo do DF ficará proibido de conceder reajustes salariais a servidores e de criar novas despesas até que o empréstimo seja integralmente quitado.
Impacto financeiro
Segundo estimativas do governo local, o BRB necessita de R$ 8,8 bilhões para alcançar estabilidade financeira até o final de 2026. O empréstimo aprovado cobre parte desse valor, mas ainda há um déficit remanescente que deverá ser equacionado por meio de outras medidas, como venda de ativos ou renegociação de dívidas.
- Valor do empréstimo: R$ 6,5 bilhões
- Destinação: Cobrir rombo com o Banco Master
- Condições: Proibição de reajustes e novas despesas até quitação
- Próximo passo: Sanção da governadora Celina Leão
A aprovação do projeto gerou debates acalorados entre os deputados distritais. A base governista defendeu a medida como necessária para evitar o colapso do BRB, enquanto a oposição criticou o uso de recursos públicos para socorrer um banco estatal. O BRB é uma das principais instituições financeiras do DF, com participação em folhas de pagamento e operações de crédito do governo local.



