Ibovespa cai 0,44% e perde força; suporte em 170 mil pontos é decisivo
Ibovespa cai 0,44% e perde força; suporte em 170 mil pontos

O Ibovespa voltou a recuar após três sessões consecutivas de alta, sinalizando perda de força da recuperação recente. O índice encerrou o pregão com queda de 0,44%, aos 170.506 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 169.668 pontos e a máxima de 171.342 pontos.

Cenário técnico do Ibovespa no gráfico diário

Apesar do repique observado nos últimos dias, sigo avaliando que o mercado ainda está inserido no movimento corretivo iniciado após a máxima histórica de 199.354 pontos. O comportamento dos preços nas próximas sessões será importante para definir se a recuperação terá continuidade ou se o fluxo vendedor voltará a predominar.

Pelo gráfico diário, observo que o índice continua negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, uma região decisiva para o curto prazo. O IFR (14) em 42,26 permanece em zona neutra, indicando equilíbrio momentâneo entre compradores e vendedores.

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Resistências e suportes de curto prazo

Para que o Ibovespa volte a ganhar tração na ponta compradora, considero importante a superação das resistências em 171.925/174.230 pontos, seguida por 178.340 pontos e pela faixa de 181.560/187.780 pontos. Um avanço acima dessas regiões fortaleceria o cenário de recuperação.

Por outro lado, a perda dos suportes em 170.000/167.650 pontos pode recolocar o índice em trajetória de baixa, abrindo espaço para movimentos em direção a 164.780/161.745 pontos, com projeção mais longa em 157.000 pontos.

Análise do gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, apesar da queda da última sessão, o índice ainda encerrou o pregão acima das médias de 9 e 21 períodos, preservando parte da estrutura positiva construída nos últimos dias.

Para que o movimento de recuperação seja retomado, será necessária a superação da faixa de resistência em 171.595/171.880 pontos. Caso isso aconteça, vejo espaço para avanços em direção a 173.775/174.895 pontos, com alvos posteriores em 176.030/177.160 pontos.

Já pelo lado da baixa, a perda da região de 169.870/167.650 pontos pode aumentar a pressão vendedora e abrir caminho para testes em 166.295/163.570 pontos. Em um cenário mais negativo, os próximos objetivos passam a ser 161.745/160.050 pontos.

Mini-índice (WINQ26) recua, mas mantém estrutura

Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (24/06) com baixa de 0,33%, aos 174.250 pontos, interrompendo uma sequência de duas altas consecutivas.

Apesar do recuo da última sessão, observo que o mini-índice conseguiu se manter acima das médias de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, além de apresentar reação compradora no fim do pregão. Para hoje, considero a faixa de 173.960/173.410 pontos como o principal suporte de curto prazo, enquanto a resistência imediata está em 174.415/174.940 pontos.

No gráfico de 60 minutos, o ativo também segue acima das médias curtas, o que mantém aberta a possibilidade de continuidade da recuperação, desde que haja entrada de volume comprador.

Minidólar (WDON26) sobe levemente, mas cautela persiste

Os contratos de minidólar (WDON26), com vencimento em julho, encerraram a última sessão (24/06) com leve alta de 0,04%, aos 5.194 pontos, após um pregão de forte volatilidade.

Apesar de encerrar o dia no campo positivo, o minidólar perdeu força ao longo do pregão após uma abertura mais compradora. No gráfico de 15 minutos, sigo observando atenção à faixa de suporte em 5.188/5.171 pontos e à resistência em 5.205,5/5.213,5 pontos, que devem direcionar os próximos movimentos.

Já no gráfico de 60 minutos, o contrato ainda negocia abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que sugere cautela no curtíssimo prazo. A superação das resistências próximas será importante para confirmar uma retomada mais consistente da alta.

Bitcoin futuro (BITM26) em queda acentua pressão vendedora

Os contratos futuros de Bitcoin (BITM26), com vencimento em junho, encerraram a última sessão em queda de 2,81%, aos 316.340 pontos, reforçando a pressão vendedora e aumentando o risco de continuidade do movimento corretivo no curto prazo.

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Pelo gráfico diário, observo que o ativo voltou a ganhar força na ponta vendedora e pode dar sequência ao movimento de baixa iniciado nas últimas sessões. O preço permanece negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que mantém a tendência negativa no curto prazo. O IFR (14) em 32,19 segue em região neutra, mas já se aproxima da faixa de sobrevenda, indicando que o mercado começa a operar em níveis mais esticados e pode apresentar repiques técnicos.

Para o próximo movimento, entendo que a perda da região de 307.240/289.980 pontos pode acelerar a pressão vendedora, abrindo espaço para quedas até 260.970/250.560, com alvo mais longo em 241.630/234.530 pontos.

Por outro lado, uma recuperação mais consistente dependerá da superação da faixa de 337.560/351.480 pontos. Acima desse patamar, vejo potencial para avanço até 377.620/395.465, com projeções mais longas em 414.095/439.656 pontos.

Suportes e resistências para esta quinta-feira

Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quinta-feira (25).

IM points. Fonte: Nelogica. Elaboração: Rodrigo Paz.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)